29 de mai. de 2012

IRONMAN BRASIL 2012 - Reflexões


PÓS PROVA
Quando vc termina o IM, a vontade que dá é nunca mais passar por isso. Foram meses de sofrimento, treino, abdicação, dedicação, investimento para fazer uma prova com dores. Jurei que Ironman não queria tão cedo.
No dia seguinte, já descansada, os pensamentos mudam. Dois dias depois então, a vontade é de voltar treinar e fazer outro ironman! Incrível! É uma prova mágica!!! E 2013 irei fazer IM novamente!
Contudo ninguém faz um ironman sozinho. Você pode até fazer uns treinos solo e arcar com o investimento. Mas a torcida, o apoio moral, o suporte nos momentos difíceis também fazem parte do treino. Então é justo eu reconhecer quem esteve ao meu lado – seja nos 12 meses ou na torcida no dia da prova.
Primeiramente: Deus. Sem ELE nada é possível. Entre tantas lições nesses 12 meses, saí confiante e segura. Sem fé nada acontece.
Meus pais – suporte, alicerce, esteio. Sou abençoada em tê-los. Haja paciência para ter uma filha ironwoman, doutoranda, professora. Porto-seguro e força na hora da dificuldade. Amo muito.
Meu treinador, Alexandre Perdão. 3 anos juntos de muita parceira, amizade, apoio e muitas dificuldades passando juntos. Meu eterno reconhecimento, admiração e agradecimento. Topou o desafio de me treinar pro Iron e fomos até o fim. Obrigada coach! Sou Ironwoman, graças a você!
Meu amigo e parceiro de treinos: Marcelo Bronze. Mesmo a distância, sempre disposto a me ouvir e sempre preocupado comigo. Queridão: adoro você. #3F sempre.
Minhas amigas: Roberta Maia, minha terapeuta, parça, sister, minha tri amiga que adoro demais e sempre esteve ao meu lado; Débora Viana e Patrícia Gomes, as duas cookies do meu coração, que sempre me ouviram, me aconselharam, me apoiaram; Dani Bridi, que segurou umas barras comigo.
Pessoal da Evolua Multisports, que me acolheu generosamente em Brasília – Éder Vilanova, Samuel Viana e Victor Pikina.
Ao meu amigo Wolfgang Gaase,  pela amizade ao longo de tantos anos (e por madrugar pra me ajudar com a inscrição, um ano atrás).
Ao meu anjo da guarda no fds do Ironman: David Homsi.
Aos amigos e amigas que ligaram e mandaram mensagens (celular, twitter e FB) antes do IM, se preocuparam durante e me encheram de carinho depois. Foram muitas mas muitas mensagens, porém tenho que registrar um agradecimento especial: Cris Kempinski e Rodrigo Fonseca, Sérgio Rocha (CR), Thiago Rodolfo [ :) ] , Karina Brandt, Regina Takahira, Aline Martinelli, Danilo Friolani, Ricardo Bacelar, Fernando Jordy, Cintia Esteves, Andre Choma, Jussara Tuma, Marcos Burger, Adolfo Neto, Harry Thomas Jr,Alexandre Abreu e Ediléia Diniz, Angela Almeida e Alexandre Scaldaferri. E também meu colega debut em IM, Rodrigo Montoro, super guerreiro.
E a todos os novos amigos que torceram e acabei conhecendo depois.

Galera, muito obrigada! Tão importante quanto treinar, é saber que temos amigos torcendo e enviando energias positivas. Levei todos vocês comigo, o percurso todo. Foram muitas pessoas, não vou conseguir colocar o nome de todos, sintam-se abraçados.

Queria terminar aquela prova. Poucos de vocês sabem o quanto foi dificil chegar aqui, quantas lágrimas foram derramadas, quantas dúvidas, quantos problemas. Cruzar aquele pórtico me faria uma ironwoman em todos os sentidos. Seria virar uma página, fechar um ciclo, começar uma folha em branco com uma caneta nova. E assim foi e assim será.  

Parabéns a todos os Irons, independente de tempos, podem dizer:


IRONMAN BRASIL 2012 - O GRANDE DIA


O DIA DA PROVA
Dormi bem. Acordei motivada. Café da manhã de acordo e a adrenalina subindo. Chegando na ironman city, arrumar a transição, checar as sacolas e partir para a largada.
E que largada da natação!! Era um mar de triatletas “emborrachados”... Demais o clima! O nascer do sol e nós largando naquela manhã que prometia um dia maravilhoso.
A primeira puxada, até a primeira boia, foi tranquila, tanto que fiquei bem empolgada com meu tempo. O retorno para a boia em terra foi mais complicado porque entrou a correnteza e a natação ficou mais difícil. Porém, sob controle. Levei apenas 2 chutes até então. Contornando a boia na areia, vi minha mãe e foi um alento e motivação para a segunda perna. A ida para a próxima boia foi igualmente ruim. Correnteza ainda puxando, abri uma barriga. Mas pensei: “pra quem tava com medo da natação, vc já cumpriu mais de 2/3 da prova. Ta chegando!!” Então acelerei e quando vi já estava concluindo a natação. Foi uma alegria sem fim aquele momento.
A T1 foi demorada pois tinha que me “aparamentar” toda para os 180km de ciclismo que viriam. Saí bem para o pedal, sem as dores no ombro que me atormentaram 1 mês antes do ironman e nem na lombar. Primeira volta de 90km fui bem. Cabeça 100%. Motivada e tranquila. Na segunda volta, caí no km130, no special needs. Quando fui desmontar da bike, o staff soltou-a e eu cai batendo as costas (lombar e sacra) no meio fio. Na hora a dor foi imensurável...eu chorava e dizia que não queria acabar meu IM ali. Prontamente o coordenador veio, me imobilizou e deu o atendimento inicial, inclusive me acalmando. Disse que o médico precisava ver por ser trauma de coluna. Fiquei ali paradinha esperando. E então fui liberada pois eles acreditaram ter sido o impacto da pancada somente. Voltei os 50km com média de 22km/h de tanta dor. Na beira-mar Norte, juro que pensei em parar. Fui indo, indo e decidi tentar chegar até a transição. No caminho tive o privilégio de pedalar ao lado dos irmãos Arthur e Hudson Pires, que estavam numa energia contagiante. Ali foi uma injeção de ânimo para chegar na T2 -  e ali pensaria se sairia para a maratona ou não.
Chegando próximo a transição, contei com o apoio do meu anjo da guarda nesse IM: David Homsi. Não me deixou nem pensar em pensar em não correr. Já foi me colocando pra cima, dando força, ajudando. Foi tudo tão automático que calcei o tênis, alonguei, peguei gel e jujubas e fui para a corrida...quando vi já estava com ritmo encaixado, correndo com dores mas correndo!
A primeira volta – 20km- foi INCRÍVEL! Amei cada km desse percurso. Não tinha como desistir ou ir mal. Fechei dentro do previsto esta volta. A volta seguinte – 10,5k- já foi mais chata, porém sob controle. Ainda conseguia correr, mesmo com as dores aumentando. A ultima volta foi uma alegria só. Corri com duas triatletas – Juliana (RJ) e Beth (SP) e nem senti 10,5k. Meninas incríveis. Fizemos um super trio para voltar. Quando percebi estava na Av. Búzios, no Il Campanaro, e logo vi o pórtico de chegada. Foi incrível! Eu só pensava: “eu corri 42km com dores e não senti cansaço. Não vi nem passar e to com tanta dor. Como é que pode?”
Bati no David ainda..na passagem para o pórtico...e quando vi toda aquela festa: “Vivian, vc é um ironman!” É SENSACIONAL.
Fui comer, hidratar, retirar a bike e me despedir dos amigos. Ainda tinham atletas perseverando e correndo. Lindo de se ver.
Enfim, indo pro repouso do guerreiro.


IRONMAN BRASIL 2012 - pré prova


O n.º 12 tem um significado importante para mim: é o dia do meu aniversário. Fazer o Ironman em 2012, sua 12.ª edição e dedicar 12 meses na sua preparação, não foi proposital, mas aquelas coincidências que o destino insiste em pregar.
Nesse um ano muita coisa aconteceu.  Minha vida pessoal e profissional passaram por muitas mudanças, boas e ruins, previstas e imprevistas mas que tinha que passar. São experiências que Deus nos coloca a prova, num certo momento sem muita razão, mas depois que passamos entendemos o porque de tais obstáculos.
Meus treinos estavam a contento até o início de fevereiro, quando tive um problema pessoal muito grande, que me desestruturou por semanas. Aliado a ele veio minha mudança para Brasília para fazer meu doutorado. Com tudo fugindo do planejado e eu tendo que me reestruturar rapidamente e me readequar a uma nova situação, inclusive financeira, meus treinos foram seriamente prejudicados. Fiquei 1 mês sem pedalar e 2 semanas sem nadar. Correr era a única modalidade que conseguia cumprir. Na Páscoa, quando voltei a Curitiba visitar pais e amigos, tinha decidido desistir do Ironman e pedir o reembolso de 50% da inscrição. Meus pais não deixaram e meus amigos e treinador me motivaram a fazer. Então tá, vamos lá...ver no que vai dar...
No último mês me empenhei ao máximo. Fiz todos os pedais longos e os longões de corrida. A natação ficou a descontento pois meus horários de trabalho e estudo impediam de ir nadar com o pessoal da Evolua Multisports, em Brasília.
Enfim, chegou a semana do Ironman e fui a Curitiba passar uns dias com a família e depois seguir a Florianópolis. Confesso que na aventura para descer a serra com aquela chuva torrencial, repensei se não voltava embora. Estava aflita pela natação. Sempre disse: “se me virem saindo da água, aí sim meu iron começa”.
Na 6.ª feira, quando fui retirar meu kit, já senti aquele super clima de ironman. Impossível não se contagiar. Ali meu astral subiu e pensei: “agora vou até o fim nessa prova.” Super bem instalada, o dono do hotel onde estava tinha uma preocupação inigualável pelos triatletas, me senti muito bem.
No sábado, desço para o café da manhã e encontro minha colega de equipe Iracema e família. Muito bom relembrar velhas história e depois fazer um treininho de bike pela SC 401 com ela foi bem bacana. Em Canasvieiras, só Irons treinando..seja natação, bike ou corrida. Inclusive, na passagem por uns andarilhos que já tinham bebido várias, eles rapidamente levantaram e gritaram: “É IRONMAN” – me acabei de rir. Depois uma soltadinha no mar de canasvieiras e segui para o check in da bike.
Antes uma passadinha na expo para encontrar os amigos e mandar arrumar o pneu da bike com os rapazes da Kona Bikes – sim, o pedalzinho da manhã me rendeu um caco de vidro no pneu.
Bike entregue, mais blá blá blá com amigos e depois o papo final com o coach Alexandre Perdão. Nada como conversar com o treinador... e depois o astral dos colegas de equipe (com direito a água benta né Marcelo Bronze???).
Enfim, hotel...jantar...arrumar as ultimas coisas...e dormir.



30 de abr. de 2012

Triathlon Endurance de Brasília


Pessoal,

Ontem competi no Triathlon Endurance de Brasília, organizado pela MKS Esportes.  Com distâncias de 1.9k natação/90k ciclismo/21k corrida, a prova teve sua concentração no Pontão do Lago Sul.

Dia bonito e de muito calor (como todos aqui em Brasília). A natação, em tese teria 1.9k porém sabe-se que fechou próximo aos 3km. Para quem está treinando para o Ironman, tranquilo. Mas fico pensando em quem treina para a prova exata...ou quem estava encarando seu primeiro meio ironman. Enfim, as condições do lago ajudaram...água maravilhosa, temperatura exata. Senti a natação por não estar treinando a contento ela, porém  saí bem da água, o que me animou.


 No ciclismo, 6 voltas de 15km. Confesso que achei que o psicológico iria reclamar. Porém o percurso era muito bom, com exceção da qualidade do asfalto, que de tanto "socar" e "tremer", afrouxou os parafusos do meu clip e eu quase fui parar no chão. Entretanto, gostei do desempenho no pedal. Serviu pra calibrar bem os ultimos longos até então e ver a diferença que estão fazendo.

A corrida. Ah, a corrida. Confesso que embora seja minha melhor modalidade, meu desempenho não foi de acordo. Senti demais o calor. 11h e 32C no sol. Ar seco. Demorei quase 10km pra encaixar o ritmo e parar de agonizar naquele calor. Do km10 em diante a corrida fluiu muito bem.

No final das contas, ainda consegui o 2.º lugar na categoria 25-29anos, e nada melhor do que voltar com um troféuzinho pra casa, ainda mais quando vai sem pretensão pra prova. Usei esse triathlon como calibragem para o IM 2012 e foi sensacional.



Agradecimentos...alguns já fiz via Facebook, mas reitero aqui:
Meu técnico, amigo, conselheiro, Alexandre Perdão; meu amigo, Mestre Marcos Burger, que cuidou da suplementação; ao amigão Marcelo Bronze (3F); aos amigos que mandaram mensagens e ligaram na véspera e pós prova; ao Marcel da WQL Sports pelas fotos; ao pessoal da Evolua Multisport - Eder, Samuel e Victor; aos professores e coordenação do doutorado, pela compreensão nessa minha jornada dupla, tripla, multi...rs; e a todos que de alguma forma contribuiram para eu fechar essa prova. Vcs sabem o quanto são importantes na minha vida.

Beijos e abraços.

18 de fev. de 2012

Pessoal,

Esse é o vídeo da matéria feita pela Sport Time com a Equipe Amaral Triathlon.Foi ao ar dia 12/02, pela Net e TVA. Vocês poderão ver um pouquinho dos nossos treinos e o quanto amamos o triathlon!

http://www.youtube.com/watch?v=b6koqTbHMOA

Enjoy everybody!

21 de jan. de 2012

Campeã Trilhas Parque Anibal Khury


Pessoal,

Hoje participei da 2.ª corrida Trilhas do Parque Aníbal Khury, em Almirante Tamandaré/PR, promovida pela "Amigos da Natureza".

Pelo que constava seriam 10km em trilhas, 'com uns morros'. Adoro trilhas e subidas, então fui feliz da vida para a primeira prova do ano.
A aventura já foi chegar até o parque. Almirante Tamandaré com obras sem avisos fez com que muitos de nós enfrentasse alguns obstáculos, como degraus de concreto em plena avenida principal. Enfim, seguindo para o parque, veio a segunda aventura: chegar ao estacionamento. Pedras soltas, subidas íngremes e carros derrapando. Pensei: se isso é pra chegar de carro, o que será o percurso?
Mas pra quem já fez Praias &Trilhas e provas da Naventura, nada a temer no quesito dificuldade! Let's go!
Os primeiros 2km's da prova, tranquilo. Saibro solto, descida, mas tranquilo de correr. De repente a primeira de muitas subidas...aqui todos corriam (ainda). depois outra subida, e outra e outra...Pensei: "subir montanha é tranquilo, quero ver na hora de descer" hahaha.. Não deu outra. Em algumas single tracks, afunilava e fila se formava.
No meio do mato, naquelas  trilhas difíceis você perde a noção de km... O que eu fazia era correr..do jeito que dava. Algumas subidas que muitos se agarravam em árvores, galhos ou simplesmente paravam, a unica alternativa era seguir.
Mas confesso que, embora difícil, o prazer de estar em meio a natureza, curtindo toda energia que ela emana, compensa qualquer dificuldade... Nada melhor pra revigorar!

Para minha felicidade, consegui o primeiro lugar e fui CAMPEÃ GERAL da prova. Sofrido, técnico, cansativo mas bom demais. Recompensa dos treinos pesados das últimas semanas (valeu coach Alexandre Perdão, pode judiar mais!!)
Parabéns a todos que concluíram!! Bom rever os amigos também!!

Abraços e bons treinos!

Resultado pós-prova: mato até no tênis!

16 de jan. de 2012

E quando os candidatos não sabem nem o que fazer com a bicicleta?

Pessoal, o post ficou longo mas foi necessário. Abraços!

Em uma matéria publicada no dia 14/01, no jornal Gazeta do Povo,  pode-se perceber que os candidatos a Prefeitura de Curitiba estão completamente perdidos em relação ao tema: "bicicleta e ciclofaixas". 
Com discursos prontos, superficiais e generalizados, é possível vislumbrar que nem os candidatos, tão pouco seus assessores, tem a real dimensão do que o tema significa.

Dada a polêmica da ciclo-faixa e as famigeradas obras para a Copa do Mundo de 2014 na cidade modelo, os pré-candidatos à Prefeitura de Curitiba foram questionados a respeito do tema. E eis o festival de surrealismo, que seria uma ofensa ao ciclistas, não fosse tão hilariante (para ver na íntegra, segue o link no final do post):
 Angelo Vanhoni (PT): Pergunta: E como definir Curitiba?
"(...) Não apenas na integração de políticas para o desenvolvimento urbano, mas também no que diz respeito ao projeto de cidade para consolidação do futuro. (...)"
Não tratou da bicicleta. E um discurso vazio sobre mobilidade: "Projeto de cidade para consolidação do futuro?" Faltou conteúdo e opinião formada. O famoso "encher linguiça".

● Dr. Rosinha (PT)Pergunta: O senhor estaria disposto a colocar ciclofaixas em toda a cidade?  "Ou faço a faixa [exclusiva para ciclista], ou educo todos os motoristas. "
Estamos falando de realidade. Educar os motoristas é algo como encontrar o Elo Perdido. Utopia. Vamos à ações práticas. Ou então, por que não educar E fazer a ciclofaixas?
● Fabio Camargo (PTB)Pergunta: É possível fazer ciclofaixas em toda a cidade? "Não só é possível, é preciso."
Sim, é senso comum. Mas como? Qual o planejamento? E se é tão fácil, por que nunca houve iniciativa enquanto vereador ou deputado? Só em épocas de campanha p/a Prefeitura é fácil.
● Gustavo Fruet (PDT):Pergunta: O senhor estaria disposto a ampliar as ciclofaixas? "Ampliar o máximo possível."
Resposta aberta, superficial. A impressão que tenho que ampliar ciclofaixa é fácil. E se é, por que nunca foi feito? 
● Rafael Greca (PMDB)Pergunta: E o que o senhor traria de outras cidades para Curitiba? "A tradição cultural de Roma, a mobilidade de Paris, a animação de Nova York e a alegria do Rio de Janeiro."
Hahahahah. Imaginem o povo curitibano, fechado, antissocial, encasacados até a alma MAS rebolando até o chão??? 
● Ratinho Junior (PSC): Pergunta: Dentro desse planejamento pa­­ra a mobilidade, o senhor já pen­­sa em algo? "O metrô é para alguns eixos es­­tru­­turantes. Acho que Curitiba tem que começar a se voltar para (...) alguma coisa voltada para trilhos, talvez bonde elétrico, como já é usado em algumas cidades da Europa. Com energia limpa, não poluente. E obviamente ampliar áreas de ciclovias e fazer com que isso seja uma alternativa de transporte."
É metrô assim, metrô assado. CHEGA DE METRÔ!! Alternativas menos custosas e mais práticas, pode ser? Ah sim, mais um que vai ampliar as ciclovias. 
● Renata Bueno (PPS)Pergunta: O que pode ser feito para melhorar o trânsito da cidade? "Dar acesso a ciclovias e ter boas calçadas para que as pessoas possam caminhar. A mobilidade urbana integra tudo que se move e acaba acoplando muito a questão da sustentabilidade. Esses são dois eixos importantíssimos."
"Mobilidade urbana integra tudo que se move" - Mesmo?? Seria devido ao vocábulo MOBIL = móvel? Ok, contribui sim para a sustentabilidade. É o que vemos em matérias em jornais e revistas há anos.
Pergunta: Estaria disposta a ampliar as ciclofaixas? "Com certeza. Essa coisa de ter horários para as ciclovias, isso não existe."Mais uma que vai ampliar. Se é tão fácil, eu reitero: POR QUE AINDA NÃO FOI FEITA??? Cadê a iniciativa da Câmara dos Vereadores?????
● Tadeu Veneri (PT): Pergunta: Estaria disposto a ampliar as ciclofaixas? "Não é lógico que uma cidade que tem quase 2 milhões de habitantes use todas as suas vias ou 99% delas com estacionamentos para carros. Se você tem estacionamento dos dois lados da via, por que você não pode ter estacionamento em um dos lados e do outro ter espaço para a bicicleta? "
Pois é, e por que não implantar isso em várias cidades do Paraná? 
● Luciano Ducci (PSB): "Prefeito não quis dar entrevista" No site oficial da Prefeitura, entretanto, a bicicleta tem feito parte dos discursos de Ducci, que recentemente declarou:
“Temos toda a simpatia à causa da bicicleta. Vamos debater de forma conjunta os projetos de interesse da sociedade, para melhorar cada vez mais a relação da cidade com os ciclistas”. Em outra ocasião, o prefeito afirmou: "Acreditamos na bicicleta como um meio de transporte sustentável".
"simpatia à causa da bicicleta"??? Foi a melhor pra encerrar a matéria. Sem mais.

É isso pessoal. Pensem bem antes de escolher seus candidatos. Se não sabem articular nem sobre bicicleta como modal de transporte, será que saberão demandar corretamente sobre saúde, educação, segurança?
E sim, CHEGA de querer importar modelos prontos. Vamos desenvolver modelos e políticas públicas voltados às necessidades locais. É defasado isso de copiar cidades europeias. É comprovado que, atualmente, não traz os resultados esperados.



http://www.gazetadopovo.com.br/blog/irevirdebike/index.phtml?id=1212824&com=1#comentario

4 de jan. de 2012

Por que faço provas de endurance?

Pessoal,

Para iniciarmos o ano de 2012, nada mais propício do que uma reflexão. Mas não sobre as provas de 2011, até porque não gosto de retrospectivas. O que tinha que ser aprendido, já o foi. Então, seguir em frente!

Hoje estava conversando com um amigo ultramaratonista, Anderson Cerceau, sobre provas longas, em especial ultramaratonas. Estratégias, dicas, logística, equipamentos. E durante a 'conversa de doido' fui fazendo um flashback das provas longas (meio irons e maratonas) que já fiz e me perguntando de onde veio essa vontade de fazer provas de endurance. 
SUPERAÇÃO PESSOAL foi a primeira resposta. TESTAR LIMITES, a seguinte. Mas a principal foi ME CONHECER DE TODAS AS FORMAS.

As provas longas, seja corrida ou triathlon, proporcionam uma capacidade imensurável de auto-conhecimento. E isso já começa com os treinos. Você aprende a se conhecer e ver até onde vai sua disciplina e seus limites. cada treino você os ultrapassa um pouco mais e percebe que isso é possível. Percebe também que a disciplina espartana não é um bicho de sete cabeças e que, com o tempo, acostumamos tanto a acordar ainda escuro pra ir correr, a trocar o almoço pelo treino de natação e a treinar bike indoor enquanto vizinhos já dormem, que tudo isso é natural. Embora ninguém fora do meio entenda, pra você é normal.
Os treinos pesados também ensinam a aumentar o seu limiar de dor. A sua percepção de dor acaba se alterando e não é mais qualquer coisa que o incomoda. Isso é ser forte? Talvez. Mas para administrar a dor, é a mente quem tem que estar treinada. 

Com as provas de endurance, aprendi a conhecer desde o fio do meu cabelo até as unhas do meu pé (essas mais ainda). A percepção corporal e mental é incrível. Acho que nenhuma técnica, filosofia, religião, é capaz de prover ao ser humano tamanho auto conhecimento. Aumenta a concentração, o raciocínio, aguça os sentidos, e te ensina a ter muita paciência e perseverança.
Voltando a primeira resposta, superação pessoal, acredito que você vencer seus medos e conhecer sua real capacidade é algo fantástico. Uma vez meu, no ápice dos treinos longos, meu treinador falou: "pronto Vivi, vc tem base p/encarar qualquer desafio. É só escolher." Ou seja, superei meus medos e ultrapassei minhas barreiras pessoais.

Independente se corrida ou triathlon, nada se compara a oportunidade que esses esportes nos dão de conhecimento corporal e mental, de melhorar o espírito, desenvolver a solidariedade, a paciência e a perseverança. Além da consciência de que podemos ir sempre além, em busca de nossos objetivos.  Sem contar o visual e a paisagem que muitas provas nos proporcionam. Não como dizer um só motivo que me faz correr endurance, é o todo o conjunto o meu combustível!

Bons treinos em 2012!