17 de fev. de 2014

Corrida Noturna Unimed e Câncer de Mama

No último sábado, 15, corri a 10.ª edição da Corrida Noturna Unimed. Quem é de Curitiba sabe a tradição desta corrida na cidade. Lembro-me da primeira edição dela - vi as placas anunciando na Rua João Gualberto , a caminho do Celin da UFPR, que haveria uma corrida noturna. Na época eu já corria e achei aquilo tão legal, tão empolgante "Correr a noite pelas ruas de Curitiba" - e me inscrevi.

Arquivo pessoal
Inicialmente (até a 4.ª ou 5.ª edição,  não me recordo ao certo) era na sede da Unimed Curitiba, na Rua Itupava (Alto da XV) e agora se realiza na Universidade Positivo e o percurso nas redondezas (percurso, aliás, puxadinho...não lembrava que tinha tantaaaaa subida...).

O bom é encontrar amigos e sentir a energia de todos. Bater aquele papinho, descontrair. Bom demais também rever o pessoal e os professores da V8 Assessoria Esportiva, os quais tenho um profundo respeito, carinho e admiração. 

Corri as primeiras edições da Corrida Noturna e posso dizer que sempre foi muito bacana e organizada. E desta vez não foi diferente. Em mais de 10 anos de corrida, já participei de muita prova de 10km e de uns tempos para cá diminuí um pouco as participações em razão de longos no fim de semana e custos com inscrição e deslocamento (temos que priorizar, né?).

Porém desta vez foi diferente. Resolvi me inscrever para matar as saudades da corrida noturna (tinha corrido a 6.ª edição da última vez) e para dedicar a uma pessoa muito especial: minha grande amiga Déborah Aquino, a Debs do Blog da Debs. Não é porque é minha amiga de todas as horas, parceira de risos e choros, mas sim pela coragem e determinação com que ela está levando o tratamento para o câncer de mama. É um dia após o outro, altos e baixos, normais de quem passa por uma quimioterapia. Mas uma coisa é certa: otimismo, determinação e força de vontade são imprescindíveis para chegar cada dia mais perto da cura. Bem como apoio da família e dos amigos.
Foto: Deborah Aquino e família
Em razão de conviver com uma pessoa querida que está em tratamento, aprendi um pouco mais sobre a doença e tudo o que ela acarreta. 
O CA de mama é o mais comum entre as mulheres e responde por 22% de novos casos a cada ano. A estimativa para 2014 é que mais de 57mil novos casos surjam.
Mais comum em mulheres acima de 35 anos, o câncer de mama, se diagnosticado em tempo, tem grandes chances de cura, sendo a sobrevida média após 5 anos do tratamento, de 61% (Fonte: INCA São Paulo).

A maior incidência de casos está na Região Sudeste (64.5 / 100 mil mulheres), seguida pela Região Sul (64.3/ 100 mil mulheres). Isso se dá em razão da população ser maior nestas regiões, desenvolvimento industrializado, ritmo de vida e estresse. Recomenda-se que, a partir dos 40 anos, seja feita a mamografia anualmente. (Fonte: SB Mastologia).

A prevenção consiste no auto-exame desde cedo e na mamografia anual após os 40 anos. Além de consultas médicas ao indício de qualquer anormalidade (Fonte: Hospital do Câncer de Barretos). Ainda, há uma cartilha muito bacana organizada pelo INCA que traz informações muito importantes sobre prevenção e tratamento de câncer de mama - para ler clique aqui.

Quando você tem uma pessoa próxima passando por um tratamento desses, você para e pensa no que realmente importa e no quanto a vida é efêmera e inconstante. Percebe que deve manter ao seu lado o que te faz bem e cortar o que não agrega. Parar de se preocupar com coisas pequenas, dar importância a fatos irrelevantes, se incomodar com o que não precisa ser relevado. Aprende a valorizar cada minuto, a amar quem te ama, a levar uma vida mais leve. 

Foto: Rick Nogueira (Vivo Esportes)

Debs, "Te dedico" essa corrida e tantas outras que seguirão nesse seu período de stand by. Cada km meu vai ter um pouco de você e dessa causa que acabou sendo abraçada. 

Quem quiser acompanhar a Debs, pode segui-la no Instagram @blogdadebs e pelo Facebook na fanpage Blog da Debs. E quem quiser mandar energia para ela, convertendo seus km's de corrida, pode participar do "Run For Debs" no Endomondo Challenges. Basta conectar com o Garmin ou seu celular e registrar sua corrida! (Ideia essa criada pelas igers @correcomigo, @correndonaeuropa, @vivianbogusfitness, @remoretti, @anakrueger, @projetolilika21k,@tatimelega, @amandatorrermr.)

E bora correr...ajuda na leveza do corpo e do espírito! Que nossa fé seja inabalável sempre!

Bons treinos!!

3 de fev. de 2014

Personagens dos nossos treinos

Arquivo pessoal
                              
Eu costumo dizer que quem corre cedo tem suas recompensas. Não que nos demais horários não haja, claro que há também! Em razão de horários malucos já tive que treinar em horário de almoço, meio de tarde, à noite. Mas sempre procuro valorizar as pequenas conquistas e o ambiente onde estou, e como tenho treinado mais de manhã cedo, acabo focando neste horário.

Foto do Instagram 
Sou apaixonada por nascer e por-do-sol e quem me segue no Instagram ( @vividombrowski) sabe disso. Sempre que posso posto fotos do céu, da paisagem ou do lugar que corro
 #RecompensasDeQuemCorreCedo
Mas correr ao livre, num geral (independente de horário) também traz outras recompensas: uma mistura de cores, pessoas, culturas, natureza, arquiteturas, cheiros, enfim, um contraste que preenche os sentidos. 


Na minha Longoterapia (o que é isso? Leia aqui ) tenho prestado mais a atenção às personagens do meu cenário de treino. Gosto muito de observar o ambiente e, principalmente, a natureza. Porém comecei a visualizar as pessoas que sempre encontro nos treinos:
o senhor com perfume de pinho; a senhora do "bom dia menina, já vai correr?!"; o bom dia especial de dois senhores japoneses (que tem uma energia e astral incríveis); a moça e sua mãe que levam o dog pra passear; o rapaz que caminha por horas e já emagreceu muito; a mulher que passa Victoria Secret antes de ir caminhar; a zeladora do W.C. sempre simpática e atenciosa, o casal que sempre te deixa no vácuo quando você diz bom dia (grrrrrr), os amigos corredores,  enfim, pessoas pelas quais passamos e acabam fazendo parte do nosso dia-a-dia. 

Um parênteses - quanto ao "bom dia"... mais que educação e cordialidade, é um verdadeiro energizante. É um recurso de mão dupla que garante sorriso e bem-estar. Às vezes o seu bom dia pode ser o primeiro cumprimento que a pessoa recebeu naquela manhã... Uma vez um motorista de ônibus me disse que, às 10h da manhã, eu havia sido a primeira a dar bom dia ao entrar no ônibus - e o turno dele estava no final. Pois é, não custa nada e garante muita coisa. Inclusive, sobre o poder do bom dia, vale a pena ler esse texto aqui !!!

Voltando ao texto... Se estamos na rua, obviamente, a atenção é redobrada para o percurso, calçadas, motoristas e cruzamentos. Entretanto, acenar para um conhecido, encontrar com um amigo depois de uma ladeira, ver a velocidade com que um edifício é construído, ver a lerdeza e o caos das obras para a Copa (e o quanto a população está sendo prejudicada), uma fachada nova, andarilhos dormindo debaixo de marquises (sim, também tem o lado triste), os mesmos cachorros latindo nos mesmo portões e o mesmo cachorro que espera teu afago abanando o rabo. (Não preciso comentar sobre motoristas que não respeitam, calçadas esburacadas, falta de segurança, né? Vamos olhar o lado bom nesse post...)

Foto pessoal Instagram

Afora as belezas da natureza - ver o sol nascer, a neblina baixar e subir, os aviões que sobrevoam o parque, a garça que insiste em ser vista por todos, os carcarás nos gramados, os gritos dos quero-queros, casinhas de João de Barro, há também a beleza das pessoas

Pessoas que vão e vem, que chegam e saem, que começam caminhando e depois já estão correndo, que sentam nos bancos para olhar a paisagem, que recebem o primeiro bom dia do dia de você, que "fiscalizam" teu treino. Sem querer nos envolvemos mais com outros do que podemos imaginar.


Arquivo pessoal
Obviamente, não é em todos os treinos que é possível observar tantas coisas. Incorporei apenas nas minhas rodagens e longos (longoterapias!).  Mas sempre que for possível, vale a pena. 

A corrida tem que fazer bem para o corpo e para a alma!!! Já observou o que está no seu caminho durante o seu treino?


Bons treinos e boa semana!

27 de jan. de 2014

Longoterapia

2012milesin2012.tumbrl.com
“Quantos km’s vai correr hoje?”
“30km”
“Nossa, pra que tanto??? É cansativo.”

Quem corre longa distância já ouviu isso muitas vezes.  Muitas pessoas, geralmente quem não corre,  acha que correr 20km, 30km, 40km é um sofrimento, castigo, uma punição.  Como se fosse um autoflagelo, uma expiação de pecados que fazemos, um masoquismo.

Se colocarmos na ponta do lápis, ou melhor, no mapa, de fato 30km, 40km é uma boa distância e que muitos percorrem apenas de carro. Mas para nós, corredores e triatletas de longa distância é uma terapia (manter a sanidade! Lembram desse post?). Só será sofrimento se você não estiver bem orientado ou deixar que isso aconteça (e eu confesso, já deixei isso acontecer algumas vezes).

Até um tempo atrás eu corria alguns dos meus longões com a cabeça a mil! Planejava a semana, o mês, o ano. Mil vezes. Organizava a agenda mentalmente, planejamentos, prazos. Era um tempo pra mim mas que eu não me desligava de mim mesma. E achava isso normal. Cabeça começava a mil e terminava exausta, pois além de estar cheia, ainda havia o desgaste do treino. Uma eterna batalha corpo x mente. Desligar-se era quase uma missão impossível pois sempre temos um problema pessoal, profissional, alguma preocupação ou algum fato que acontece antes de treinarmos e mexe na nossa concentração.

Foi então que passei a correr com a cabeça vazia. Sim, vazia! Sem pensar em nada, apenas controlando o pace (que sempre foi uma árdua tarefa) e observando o entorno, o ambiente. Percebi que posso dar 10 voltas no parque que cada vez terei uma paisagem diferente para contemplar, ganharei mais um bom dia e um sorriso. Isso é um ótimo combustível!!

No entanto, concentrar nem sempre é fácil.  E ficar concentrado 2h, 3h, 4h é menos fácil ainda. Nesse sentido, um psicólogo húngaro, Mihaly Csikszentmihalyi, desenvolveu a teoria do “State of Flow” (aqui tem um ótimo TED sobre ele), direcionado para a busca e bem-estar pessoal, mas totalmente aplicável nas corridas. Segundo ele, esse seria um “estado mental no qual a pessoa que está envolvida em uma atividade de performance fica totalmente imersa em um sentimento de energia e foco, totalmente envolvida e gostando do processo dessa atividade".

Csikszentmihalyi, ensina que para atingir esse estado leva-se tempo e requer dedicação, mas que, além disso, é necessário observar 6 requisitos essenciais:

HABILIDADE: praticar muito.
DESAFIO PARA BUSCAR: ter uma meta que te desafie mas que seja possível de atingir
TRABALHO EM CONJUNTO: ter orientação profissional
OBJETIVOS CURTOS: pequenas metas que reflitam o progresso da sua preparação
SISTEMAS : que removam suas distrações e construam novos hábitos
VALORES: principalmente intrínsecos que conduzam essa busca.

Na vida esportiva poderíamos facilmente traduzir:
  • Praticar e treinar. Sabemos que sem treino, não há progresso e nem vitória.
  • Ter uma meta, um objetivo que te desafie porém que seja possível de ser atingida, mesmo que com esforço. Metas inatingíveis vão levá-lo a frustração.
  • Objetivos a curto prazo para “medir” seu progresso. O feedback de pequenas provas irão dizer se você está no caminho certo ou não. No meu caso, comecei a treinar a cabeça vazia em pequenas distâncias, aumentando, fiz uma prova no fim do ano passado assim também. E fui avaliando onde melhorar.
  • Ter uma equipe para te orientar. Um bom treinador que trace contigo um planejamento adequado em busca do seu objetivo, que treine seu corpo e sua mente. Isso é essencial.
  • Sua capacidade de saber o que quer e correr atrás, sendo honesto consigo mesmo, sem se enganar. Remover o que distrai e atrapalha e passar a traçar uma rotina adequada com sua preparação.


Depois de 30km de “cabeça vazia” posso dizer que saí 30kg mais leve. Isso não significa que não cansei...rs Mas a cabeça cansou menos. Muito menos. Realmente foi uma terapia, você sai mais leve e sem a sensação de que longão é aquele dia na agenda que você vai cansar, sofrer e terminar acabado.
Fim do treino de ontem com minha mãe,
que me acompanhou de bike por 15k
Bora tentar? Seja 1km, 5km, 10km, a distância que for...Tenha certeza que isso irá se refletir também no seu dia a dia.  Por uma vida mais leve!

Bons treinos e boa semana!




24 de jan. de 2014

Correr uma maratona pra manter a sanidade

The Oatmeal
Não sei se acontece com vocês mas sempre tive a sensação de haver uma cobrança para que o atleta, principalmente amador, avance nas suas distâncias, seja na corrida ou no triathlon. 

Se já corre 10km, vem a pergunta: "quando vai passar para 21km?"; se já conclui meia maratona, há o questionamento clássico: "e a maratona?" - e pra quem já corre 42km a sugestão para correr uma ultra. Igualmente no triathlon, se faz short vem a cobrança para fazer olímpico, depois meio ironman até chegar no Ironman. 


Mas quem disse que "tem que fazer" isso ou aquilo???? 
Não tem norma, regra, exigência. Aumenta distância se quiser, se achar bacana, se interessar. Do contrário, não! Conheço muitas pessoas que correm provas de 5km e 10km e não pretendem passar dessas distâncias, assim como triatletas que fazem short e olímpicos e vão muito bem. Alguns porque se sentem confortáveis, outros porque é o limite de tempo para treinar diariamente e ainda há atletas que vão melhores em distâncias menores e enfatizam isso.

lostangelesblog.com
No entanto, um corredor inglês que não ligava se X, Y ou Z já tinha feito ou corriam mais que ele, descobriu porquê ele precisava correr maratona. 

Li um artigo interessantíssimo publicado há duas semanas no Jornal britânico The Guardian - Why I need to run marathons . Ele fala sobre como uma maratona pode interferir na vida de uma pessoa e se tornar fundamental para sua sanidade - e eu ainda ousaria adaptá-lo para qualquer preparação esportiva.

O texto escrito por aquele corredor inglês, o Tim Smillie, mostra como a maratona "salvou" a sua vida. Se preparando para sua 4.ª maratona, Tim conta que a preparação para a maratona é que mantém sua sanidade pois é ela quem diz o que comer, o quanto beber, quanto se exercitar e descansar. É a preparação que norteia sua rotina. E para ele isso é necessário pois Tim tem tendência a exageros - na comida, bebida e consumo em geral. Dessa forma foi uma maneira que ele encontrou para manter o controle, uma vez que já havia usado antidepressivos (que não funcionaram por não se tratar de depressão propriamente dita), técnicas de meditação (que auxiliaram até certo ponto) e aproximou-se do Budismo (que foi muito útil porém não o afastou das caixas de doces). 

Preparar-se para uma maratona foi algo especial pois ele passou a dedicar horas do seu dia para isso, não só nos treinos, mas também pesquisando dicas, relatos, equipamentos e planejamentos na internet. Isso tornou, como ele mesmo disse, uma identidade "semi secreta" - O CORREDOR - que buscava superar seus limites e bater seus recordes.

www.redbubble.com

Acredito que no fundo o esporte causa isso em todos nós - ou grande maioria. Quando estamos nos preparando para uma prova seguimos a risca o planejamento feito com o treinador, a alimentação específica, hidratação, suplementação, repouso, pesquisamos bons equipamentos. É a disciplina que o esporte - seja corrida ou triathlon - nos trazem. Quantas vezes não trocamos ideias com amigos, pesquisamos novos suplementos, provas interessantes, passamos horas na internet em função da nossa preparação? O que acontece com o Tim, acontece com muitos de nós. 



Seja maratona, meia maratona, Ironman, meio Ironman, independente da distância, há uma preparação. E é justamente ela quem nos mantém "sãos" nesse mundo doido em que vivemos. Então, maratona é coisa pra doido? Sim!! Pra quem é doido por manter sua sanidade e sua saúde!

Bons treinos! Nos vemos por aí!

19 de jan. de 2014

Instagram

Pessoal,

Bem-vindos a 2014!!

Sim sim...já estamos no dia 19 de janeiro, eu sei..eu sei...


Uma das novidades é o perfil no Instagram : @vividombrowski . Fotos dos treinos, lugares, comidinhas, piadinhas, um pouco de tudo.

E vambora que esse ano promete muito!! Mais novidades em breve!

Bons treinos!

6 de dez. de 2013

Vitamina D

Pessoal,

Fazia tempo que eu queria escrever sobre a Vitamina D. E como ela está super em alta agora, inclusive em revistas de circulação nacional e sites esportivos e de beleza, resolvi contar o que me aconteceu e porquê tenho que tomá-la "enquanto viver em cidade com pouco sol", segundo meu médico...rs

No mês de junho desse ano comecei a sentir uma baixa no meu rendimento (que já não tava dos melhores por conta da lesão na cervical). Não era preguiça, era uma moleza no corpo todo. A cabeça dizia pra ir mas as pernas pareciam que iam desmontar a qualquer minuto. Uma indisposição, letargia, falta de força. Lembro até hoje que a impressão que me dava era que os músculos estavam moles e as pernas sem forças.

Fui ao meu clínico geral, que passou uma bateria de exames... achei engraçado quando li na requisição: "Vit. D", mas não questionei...fui lá e fiz.
Para minha surpresa todos os exames voltaram bons, principalmente os hormonais, EXCETO o de vitamina D, que acusou uma deficiência grande. Sim, DEFICIÊNCIA. Fiquei chocada pois jamais achei que com alimentação balanceada, exposição ao (mesmo pouco) sol, esportes, enfim, teria uma deficiência vitamínica. 

O médico então me prescreveu a Vit.D, por tempo indeterminado, pois como aqui em Curitiba o sol pouco aparece e os níveis dessa vitamina demoram a normalizar mesmo com suplementação, não há outra maneira.
O mal-estar, indisposição e a letargia passaram. Mas tenho que ficar sob controle sempre.

Depois do que me aconteceu, resolvi pesquisar mais sobre a Vit.D e descobri muitas coisas que não são associadas à sua deficiência e também a sua função do organismo. Primeiramente, o que é a Vitamina D e pra que serve?

A vitamina D é um grupo de pró-hormônios lipossolúveis, as duas formas principais são a vitamina D 2 (ou ergocalciferol) ea vitamina D 3 (ou colecalciferol). A vitamina D obtidos da exposição ao sol, alimentação e suplementos, é biologicamente inerte e deve passar por duas reações de hidroxilação para ser ativado no organismo. Calcitriol é a forma ativa da vitamina D encontrada no corpo. O termo vitamina D também se refere a estes metabolitos e análogos outra dessas substâncias.
Calcitriol tem um papel importante na manutenção de sistemas de órgãos diversos. No entanto, seu papel principal é aumentar o fluxo de cálcio para a corrente sanguínea, promovendo a absorção de cálcio e fósforo dos alimentos no intestino e reabsorção de cálcio nos rins; permitindo a mineralização normal dos ossos e prevenir a tetania hipocalcemia. Também é necessário para o crescimento ósseo e remodelação óssea por osteoblastos e osteoclastos.
Sem suficiente vitamina D, os ossos podem tornar-se fina, frágil, ou disforme. Deficiência pode surgir de uma ingestão inadequada juntamente com a exposição solar inadequada, transtornos que limitam sua absorção, as condições que prejudicam a conversão da vitamina D em metabólitos ativos, tais como distúrbios do fígado ou rins, ou, raramente, por uma série de distúrbios hereditários. Resultados deficiência de vitamina D na mineralização óssea prejudicada e leva a doenças ósseas amolecimento, raquitismo em crianças e osteomalacia em adultos, e, possivelmente, contribui para a osteoporose.

O site Bambu Chuveroso publicou um post muito bacana que resume alguns fatos que não associamos à deficiência desta vitamina:

A maioria das pessoas não sabe estes fatos e por isso não relacionam com deficiência de Vitamina D.
 1. A vitamina D é produzida pela pele em resposta à exposição à radiação ultravioleta da luz solar natural.
2. Os saudáveis raios de luz solar natural que geram a vitamina D em sua pele não atravessam o vidro e, por isto, seu organismo não produz vitamina D quando você no carro, escritório ou em sua casa.
3. É quase impossível conseguir quantidades adequadas de vitamina D a partir da dieta. A exposição à luz solar é a única maneira confiável para seu corpo dispor de vitamina D.
4. Seria necessária a ingestão diária de dez copos grandes de leite enriquecido com vitamina D para obter os níveis mínimos necessários de vitamina D (impossível pra quem tem intolerância a lactose. Ou ser sócia da empresa que produz o leite lactose free).
5. Quanto maior a distância da linha do equador e o lugar onde você vive, maior será a exposição ao sol necessária para gerar vitamina D.
6. Pessoas com a pigmentação escura da pele podem precisar de 20-30 vezes mais exposição à luz solar do que pessoas de pele clara para gerar a mesma quantidade de vitamina D. Por isto, também, o câncer de próstata é muito frequente entre homens negros – é a simples deficiência generalizada de luz solar.
7. Níveis suficientes de vitamina D são essenciais para a absorção de cálcio nos intestinos. Sem vitamina D suficiente, seu corpo não pode absorver o cálcio, tornando os suplementos de cálcio inúteis.
8. A deficiência crônica de vitamina D não pode ser revertida rapidamente. São necessários meses de suplementação de vitamina D e de exposição à luz solar para “reconstruir” os ossos e o sistema nervoso.
9. Mesmo filtros solares fracos (FPS = 8) bloqueiam em 95% a capacidade do seu corpo de gerar vitamina D.  Isso não quer dizer que você deva abandonar o protetor, mas sim que deve escolher algumas horas do dia onde possa tomar sol diretamente sobre a pele.
10. A exposição à luz solar não gera a produção excessiva de vitamina D em seu corpo, porque ele se auto-regula e produz apenas a quantidade que necessita.
11. A vitamina D é “ativada” pelos rins e fígado, antes de ser usada pelo organismo e, por isto, doenças renais ou hepáticas podem prejudicar muito a ativação da vitamina D circulante.
12. Algumas substâncias denominadas “antioxidantes” aceleram muito a capacidade do organismo para lidar com luz solar, sem que ela nos provoque danos e permitem que você fique exposto ao sol duas vezes mais tempo sem se danos. Um exemplo de tais antioxidantes é a astaxantina, poderoso “filtro solar interno”. Outras fontes de antioxidantes similares são algumas frutas (açaí, romã, mirtilo, etc.), algumas algas e alguns crustáceos do mar (camarão, “krill”, etc.)
Antes de querer ir atrás de suplemento de Vit.D, consulte seu médico. Os sintomas da carência dessa vitamina se assemelham a muitas outras patologias. Somente um bom médico poderá requisitar o exame e prescrever a suplementação - se necessária.

Lembrando que a vida é feita de equilíbrio: nem de mais, nem de menos. E o que é bom para um pode não ser para o outro.

Beijo, abraço e bons treinos.

4 de dez. de 2013

Opção e não vício!

Galera,

O blog voltou! E está de cara nova! Aguardem que vem coisa boa por aí...

Pra começar, vou falar aqui sobre uma "novidade" nos meus vícios de atleta. Ou melhor a falta dele!

Quem me conhece sabe que sou ou era viciada em correr ouvindo música. Se estou nas ruas, sempre com um fone só (por questão de segurança) mas no parque, aí exorcizava meus demônios... Para mim a música dava "aquele up" principalmente nos treinos de rodagem e longos. Em pista não tinha o hábito de ouvir música porque treino de tiro é concentração total no esforço - e a música acaba me distraindo e estressando. Provas de montanha também evito por questão de segurança - minha e dos demais participantes. 

Meu GoGear Pós Arroz
Quem me acompanha no Instagram ( @vividombrowski ) deve ter visto a postagem sobre o meu mp3 hoje. Em mais de 10 anos de esporte tive dois mp3 - um durou 7 anos (amava!) e este agora tem 3 anos. É um Philips GoGear. Há uns 10 dias entrou umidade e ele parou de funcionar. Antes de bater o desespero, coloquei no arroz. Assim como já coloquei meu relógio (olha no IG).
( Por que o arroz? Ele tira a umidade dos equipamentos eletrônicos... celular, mp3, relógios... é só colocar em um pote ou no próprio pacote (só que tem que descartar dps por questão de higiene) fechado por uns dias.)

3 dias...5 dias...7 dias..e nada. 10 dias depois fui verificar (ainda com uma ponta de esperança) e ele estava 100%!!! Só descarregou a bateria, o menor dos problemas.

O mais estranho foi correr ouvindo música novamente.... Fiz inclusive treino longo e prova sem ele (coisa até então inimaginável) e sobrevivi. 

6km Volkswagen - prova sem ouvir música. Foto de Junior
 Alves  - Vivo Esportes

Na verdade nem me dava conta de que estava sem. Comecei a prestar atenção na minha respiração e principalmente na passada e biomecânica. Claro, acabei reparando mais nas pessoas e no entorno. Ganhei dezenas de "bom-dia" e conversei com pessoas que encontro diariamente no parque mas passo direto. Pois é, será que ouvir música nos torna antissociais? Talvez sim, mas não intencionalmente. Concentramo-nos na música, no treino e, de fato, nos desligamos do resto.

O mais curioso foi uma senhora  vir comentar comigo, após um treino no parque: "sempre vejo você correndo mas você passa rápido e ouvindo música, não quis incomodar, mas queria dizer que você é muito bonita." Ah, tem como não amar e dispensar os fones de ouvido sempre???? <3 p="">

Naturalmente, sem os fones ficamos mais sujeitos a ouvir comentários ( e esse foi um dos motivos para eu correr ouvindo música - inibir cantadas, assobios e gracejos nas ruas), digamos, verdadeiras pérolas, como estas:
"Moça, porque correr tanto? Tá tão bonita assim..."
"O bom de correr muito é que pode chegar em casa e tomar um bom café."

A música ajuda a manter ritmo, distrai e motiva. Mas é necessário montar sua playlist de acordo com os BPMs (Batidas por minuto) para que a cadência seja apropriada para seu ritmo. BPM não está relacionado ao estilo musical. ( Mas isso é assunto para outro post! Prometo!)

No treino de hoje me realizei. Rodagem de 10km - o ritmo? Foi o ditado pelo Shuffle ou aleatório (confiei nele cegamente)... ainda bem que ele colaborou e só mandou BPM alto! Quer saber a playlist do treino de hoje?

Vanessa Carlton - Thousand Miles
Moby - we all  made of stars
Bon Jovi - Livin'on a prayer
Foo Fighters - Everlong
Ramones - What a wonderful world
Fatbloy Slim - Kung Fu Fighting
Cidade Negra & Skank - Tempo perdido
Deep Purple - Burn
Ben Harper and the Relentless Seven - Under pressure
Black Eyed Peas - Meet me a half way
Train - If it's love
Earth, Wind & Fire - Boogie Wonderland

Tem música melhor? Tem! Mas essa playlist montada ao acaso também foi boa demais. Quem me viu correndo e cantarolando hoje deve estar rindo até agora...hahahaha
O lado bom disso tudo foi perceber que correr ouvindo música é uma opção para mim e não mais um vício. Quando der vontade, ouço. Senão, vou sem.

E aí, você corre com ou sem música?

Bjs, abraços e bons treinos!

27 de out. de 2013

Vem pra rua na Maratona de Curitiba

Pessoal,

Tá rolando uma campanha SUPER BACANA nas redes sociais: #VemPraRua #MaratonaDeCuritiba

O que é?
É uma iniciativa de alguns amigos corredores para chamar a população às ruas para apoiar os maratonistas!

Fora do Brasil é muito comum as pessoas irem em peso apoiar, aplaudir, falar palavras de incentivo, dar aquela força para quem nem conhecem, mas sabem que está ali para cumprir os famosos 42km.

Quem já correu uma maratona sabe o quanto é difícil e sabe a importância de um incentivo.

Vai estar em Curitiba dia 17 de novembro? Veja o percurso da prova e VEM PRA RUA!

E que essa ideia se espalhe para outras provas Brasil afora!


26 de out. de 2013

Paço da Liberdade

Olá pessoal,

skyscrapercity.com
Esses dias estava pelo Centro de Curitiba e resolvi entrar no Paço da Liberdade, antigo Museu Paranaense. Depois da reforma, que já acabou faz tempo, não havia mais ido lá. Antigamente era um museu e me recordo de ter ido muitas vezes com a minha mãe - adorava os esqueletos do segundo piso!

Pois é, uma vergonha para mim...tão perto, tão histórico, tão imponente e não havia ido lá ainda. Tinha uns 30min livre, resolvi entrar e ver como estava. Bom, antes de contar a minha aventura "reconhecendo a sua cidade", vou contar um pouquinho da história do Paço da Liberdade, que já foi sede da Prefeitura de Curitiba:

"Inaugurado em 24 de fevereiro de 1916, era a sede da antiga Prefeitura de Curitiba, com detalhes neoclássicos e desenhos art-noveau, a construção é em alvenaria de tijolos com base em blocos de concreto e cantaria.
É o único monumento do Paraná tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O projeto de restauração  respeitou as características originais do edifício e privilegia o uso público do espaço. Em 29 de março de 2009 a Prefeitura entregou o Paço da Liberdade totalmente revitalizado." (Fonte: Site da Prefeitura de Curitiba)

O primeiro prefeito a governar na nova Prefeitura foi Cândido de Abreu. Em 1974 se transformou em Museu Paranaense até fechar as portas, em 2006, para a restauração.

Após a reforma e restauro o Paço da Liberdade passou a ser gerido pelo sistema SESC/Fecomércio e hoje tornou-se espaço para palestras, cursos, concertos e exibições de filmes. Ainda conta com uma livraria, loja, internet e um café maravilhoso (vou comentar depois!)


A minha visão do Paço da Liberdade revitalizado

De fora ele já está mais imponente, bem cuidado e valorizado. Por si só nos convida a entrar.


Logo no hall de entrada já é possível ver uma escadaria maravilhosa, daquelas que te chamam para pisar, subir, olhar, tocar o corrimão. É, meio mágico mesmo. Quando você percebe já está subindo naquela imponente escada, digna de filmes e livros.


Fui subindo, nem quis saber o que tinha no térreo! (Depois eu volto e vejo!).
Logo no primeiro piso há a sala de concertos. Exuberante. Com piano de cauda e um teto pintado magnificamente a  mão. Por uns instantes você se sente até meio artista...
Pintura do teto da Sala de Concertos
Seguindo para o outro piso, há outras salas para cursos, eventos, exibição de filmes. Há também um "mini-museu" com alguns móveis históricos e livros que pertenciam a uma antiga biblioteca (classicos como Les Miserables, de Vitor Hugo):



Ainda se tem uma vista linda do calçadão do Mercado das Flores:


E também da Praça Generoso Marques, com a estátua do próprio ao centro:


No último andar há uma exposição de fotos e outra de imagens, que fazem parte da Bienal de Curitiba de 2013. 

" O Sesc Paço da Liberdade é esse ano um dos locais que recebe a Bienal Internacional de Curitiba. O espaço de exposições do edifício vai abrigar a exposição idealizada pela curadora associada Tereza Arruda: Construções de Ilusão dos artistas Max Sudhues, Kim Fielding e Jitish Kallat ." (Fonte: SESC)

Ah sim, voltando ao térreo...

No hall de entrada já temos uma orientação geral sobre o Paço bem como as direções para onde quiser ir. 

A histórica placa de fundação:

E, por fim, e não menos importante, o café. Ah, o Café do Paço. Ali eu tirei uns minutos do tempo que eu nem tinha para contemplar um lugar que eu ainda não havia perecebido na nossa capital. Lembrou-me muito aqueles cafés europeus, principalmente Paris, que ficam escondidinhos e que são extremamente aconchegantes e não te dão vontade de sair mais dali. 
Indicado pela Revista Veja Comer & Beber Curitiba, realmente vale a visita. Embora a tentação tenha sido ENORME, não furei a dieta de atleta ( proud!) e fiquei com um expresso mesmo (e fiquei tão agraciada com o local, as pessoas e o atendimento, que guardei o celular e não tirei foto - my bad!). Sei, sei, uma tremenda heresia ficar no little coffee mas o horário era curto, a dieta tá em dia e os treinos seguem fortes. Ficou o pretexto para retornar em breve e degustar alguma daquelas maravilhas do cardápio.

Então vamos ao que interessa: 
Onde fica o Paço da Liberdade?
Praça Generoso Marques, 180, Centro, próximo ao Setor Histórico.

Como eu chego?
Ônibus até Praça Tiradentes/ Catedral - seguir pelo calçadão do Mercado das Flores até a Praça Generoso Marques.
Ônibus até Terminal Guadalupe - subir a Rua João Negrão até a Rua XV de Novembro, sentido a esquerda seguir até a Barão do Rio Branco. À direita já estará a Praça.
Linha Turismo
Automóvel: vários estacionamentos na região.

Horário de funcionamento (do Paço e do Café):
3ª a 6ª, das 10h às 21h.
Sábados das 10h às 18h, Domingos e feriados, das 11h às 17h

Mais informações: SESC Paço da Liberdade

Divirtam-se! Sejam turistas na sua cidade também! Vale a pena!

25 de out. de 2013

Pelo direito de treinar sem ter que usar burca

"Fiu-fiu", "Ô lá em casa", "delícia", "ah se fosse minha"… qual corredora ou triatleta nunca teve o desprazer de ouvir "isso" (porque para mim nem cantada é…), ou as buzinadas (daquelas que te tiram até do rumo) durante seus treinos nas ruas ou estradas? É chato, é constrangedor, é vexatório.

Na verdade, é vergonha maior para quem faz, pois fica parecendo um ridículo e idiota berrando comentários inapropriados para fora da janela do seu carro.
Alguns pior ainda, com filhos junto. Desrespeitar mulher (tanto a que está na rua quanto a que eles tem dentro de casa) já é desprezível mas desrespeitar a presença de filhos e, pior, dar tamanho mau exemplo é o fundo do poço.

Algumas situações como arremesso de latas, lixo, tapetadas nas costas, tirar "finas", são comuns para quem corre por aí e, mais ainda, pedala nas estradas. É falta de educação? Sim. E mais ainda, é violência gratuita contra quem está praticando uma atividade física sem incomodar ninguém.

Entretanto, está se tornando mais comum do que poderia se imaginar a violência com a conotação sexual, isto é, as famosas "passadas de mão" e "tapas" em corredoras e ciclistas.
Enquanto estamos correndo, podemos (e devemos) fazer nosso treino "contra-fluxo", a fim de termos mais segurança. Porém nos treinos de bike, obrigatoriamente temos que seguir o fluxo e então ficamos a mercê de quem vem atrás. Alguns, inclusive, invadem o acostamento para agredirem.

Há muitos anos, quando comecei a treinar corrida pelas ruas da cidade tive o desprazer de vivenciar uma agressão dessas, quando um cara de bicicleta, que vinha pela calçada, me deu um tapão na bunda. Foi o que bastou para desde então ficar super hiper alerta e correr SEMPRE no contra-fluxo, inclusive quando estou nas calçadas.

Então alguém pode dizer: "ah corre na calçada ou parque e pedala na ciclovia". Pois bem, gente sem bom-senso tem em todo lugar. Há algum tempo li no grupo de corredores de Curitiba o desabafo de uma corredora (infelizmente perdi a publicação e não lembro o nome dela) que foi assediada enquanto corria na ciclovia/pista da Arthur Bernardes – lugar comum e conhecido para correr em Curitiba – por um cidadão que estava de bicicleta. Ela ouviu palavras BEM OBSCENAS do "tarado da ciclovia" e depois da sua divulgação outras mulheres afirmaram tê-lo visto e com o mesmo comportamento.

Não é porque sutiãs foram queimados há séculos atrás que tudo ficou permitido. O respeito não foi jogado na mesma fogueira. Queremos treinar em paz, sem termos que usar uma burca. Há quem cometa excessos? Sim. Mas a grande maioria só quer usar bermuda, camiseta, shorts…desde quando isso ficou proibido para correr/pedalar? É vestimenta de treino, compatível com a modalidade. Ninguém está pedindo para ser assediada por doentes. Aliás, para doença há tratamento; para animal, jaula; e para bandido, B.O.
 
Vivemos em uma sociedade machista, sim. Como demonstrado em um artigo de Nádia Lapa, na Carta Capital, 83% das mulheres não gostam de assédio nas ruas – incluindo as cantadas.

"Alguma mulher já saiu correndo atrás do motorista de um carro qualquer que buzinou para ela ou fez comentários sobre alguma parte do corpo dela, constrangendo-a publicamente?
Isso é, na verdade, controle e poder – e o lembrete de que o lugar de mulher é na vida doméstica. Não ocupe espaços públicos, porque lá você será assediada/agredida/constrangida."


Óbvio, não vamos generalizar. A maioria dos homens ainda respeita e graças a isso, sabemos que é uma minoria doente e cafajeste que esquece que tem mãe, esposa, irmã ou filha em casa e agride – moral e fisicamente – as mulheres nas ruas.

Antes de dizerem "ah mas isso não acontece só com as mulheres. Você tá defendendo a classe". Sim, defendo outras atletas que passam pelo mesmo problema em treinos. Mas se isso também ocorre com os rapazes, contem pra gente!! Eu, confesso, já ouvi relatos de violência – tapetadas, arremesso de latas e bitucas, pauladas – mas não sexual. Posso estar desinformada e eis aqui um espaço para vocês comentarem e trocarem experiências!

Conviver com a insegurança já é hábito para nós, brasileiros. Entretanto quando a violência ultrapassa o âmbito da segurança e viola nossa intimidade, é o pior. Mulher gosta de ser cortejada, paquerada mas no local e momento certo, de maneira respeitosa e por quem elas dão liberdade.

Não, este post não é um manifesto feminista (nada contra elas!!!). É um desabafo sobre respeito. Não é com "passadas de mão", tapas e fiu-fiu’s em treinos que as atletas serão felizes. Muito pelo contrário.

(Este post foi publicado originalmente pela autora na coluna IMpossível, do site Papo de Esteira, em 30/09/13 - http://www.papodeesteira.com.br/blogs/im-possivel/direito-treinar-burca/ )