9 de ago. de 2015

E a força vem da onde?

Domingo é um dia que me permito sair para treinar mais tarde. Enquanto tomava café da manhã e arrumava as coisas para pedalar, acompanhei a transmissão da natação do ParaPan. Coisa linda de se ver e que dá um tapa na cara de qualquer um de nós. Nadadores amputados nadando absurdamente mais rápidos que nós. Realmente deu um "up" e qualquer resquício de sono ou preguiça, tinham ficado para trás (assim como eu ficaria atrás deles na piscina...hahaha).

Eis que ouço chamarem, na próxima bateria, a Susana Schnardorf. Quem é das antigas vai lembrar dela no triathlon ainda. E para quem não conhece, segue um pouquinho da trajetória dela :


Gaúcha de Porto Alegre, Susana Schnarndorf Ribeiro teve seu estilo de vida voltado para o esporte. Sempre obstinada, decide que no triathlon - modalidade que combina natação, ciclismo e corrida - seu amor pelo esporte se completa. 

Talvez toda força usada para conquistar o título de pentacampeã brasileira, nas provas que aconteceram entre 1993 e 1997, disputar os Jogos Pan-Americanos de 1995, em Mar del Plata, na Argentina, e suas treze participações no Iron Man tenha sido a “obra do destino”, que iria ajudá-la na maior luta da sua vida.


Em 2005, foi acometida pelo Mal de Parkinson, uma doença degenerativa que aos poucos paralisa todos os movimentos do seu corpo. Para uma atleta de alta performance seria o fim. Mas, Susana encontrou na natação, um novo começo. 

“Nadar prolongam os meus dias de vida”, diz ela. E com esta garra Susana, consagrou-se em 2013, a melhor atleta paralímpica do Brasil pelo Comitê Paralímipico Brasileiro- CPB.

Fiquei com a imagem dos minutos da prova dela o tempo todo no meu treino hoje. É incrível o que a força de vontade é capaz de fazer com o ser humano... Susana tem 13 Irons nas costas, panamericano, meio irons e outras provas de triathlon. Após se tornar para-atleta, cumulou muitos outros títulos na natação (se quiser saber mais, dá uma olhadinha no site dela  aqui)


Não bastasse eu passar o dia com toda essa reflexão, meu treinador San Palma, da CMTeam, como é hábito junto com a planilha da semana, enviou uma frase para motivar e inspirar. Dessa vez era da Susana... Não, ele não sabia de nada e acredito que quando há sintonia entre pessoas do bem e que comungam os mesmos objetivos, nada acontece por acaso. Fiquei alguns segundos, lendo, relendo, absorvendo:

"A nossa força não está nos braços ou nas pernas, mas sim no coração."

Sem dúvidas, é importante treinar. Sem um treino periodizado e preparado adequadamente para você, não há resultado. Mas fazer o que gosta e dar o máximo de si é condição "sine qua non" para que o resultado aconteça. O sucesso está no fazer o que se gosta, colocar paixão nas suas escolhas e estar bem orientado. 

Às vezes estamos meio preocupados, com problemas pessoais ou profissionais, deixamos que coisas pequenas invadam nosso equílibrio e sabotem nossos planos. Quantas vezes não demos valor exagerado ao que não agregava? Ou acabamos atraindo algo negativo de tanto pensar nisso? O pensamento exerce uma força imensa sobre nós...

A exemplo de Susana, use essa força para te levar mais além. Às vezes pode ser incômodo e perturbador sair dessa zona de conforto, mas vale a pena. Quando realmente se quer, vale muito a pena! 

Boa semana e bons treinos!

15 de mai. de 2015

As somas: amores e dores

 Certa vez li algo na internet que falava sobre a “soma de todos os amores”. Era um poema, uma passagem, não me recordo. Vinicius de Moraes já falava que o amor verdadeiro é a soma de todos os amores, inclusive do amor ao seu semelhante.

Buzzfeed.com
Pois bem, isso está há dias na minha cabeça e não posso deixar de fazer uma analogia a nossa vida esportiva, seja triathlon ou corrida. Quando escolhemos um desafio – seja uma prova difícil, uma distância maior, um tempo mais baixo – empregamos toda nossa disciplina e determinação para alcançar aquela meta. Às vezes o tempo de preparação é longo, pode ser um ano, seis meses, talvez menos...mas serão semanas e semanas de abdicação e concentração.

Nesse ínterim da preparação muitas coisas acontecem: amores acabam, relacionamentos são rompidos, empregos que mudam (ou extinguem), mudança de cidade, problemas de família, saúde... enfim, há uma série de hipóteses que não são conjecturadas na tese inicial, isto é, quando nos inscrevemos em determinada prova. Mas elas acontecem e temos que lidar com isso, queiramos ou não.

E elas vão se acumulando sem que percebamos. O chefe que não ajuda, as contas que vieram mais altas, o filho que não obedece, a esposa que não compreende (ou vice-versa) e as tão temidas lesões! Ah, essas são o pesadelo para qualquer atleta, seja amador ou profissional. Trata-se, recupera-se e segue novamente. Até a próxima.

Quando percebemos, na reta final de uma preparação (ou no polimento) carregamos conosco a soma de todas as dores: físicas, mentais, emocionais. Fazer aquela prova é como deixar para trás todo o sofrimento, findar um ciclo, extravasar aquela fase de provações. E cruzar o pórtico é a libertação extrema, ou o resultado de toda aquela soma: que somos mais fortes do que imaginamos.

Arquivo pessoal
Ao cruzar o pórtico do meu IronMan, deixei para trás uma fase bem pesada da minha vida mas mal sabia que outra maior estava por vir. Porém, o ato simbólico de “sofrer” durante uma prova para qual me preparei por meses, de dar o meu melhor e realizar um sonho, serviu de marco para encerrar um ciclo. Um ciclo de muitas dores e, ao mesmo tempo, realizações. Porque toda dor traz consigo uma lição.


E assim carregamos, em cada desafio a que nos propomos, essa soma de dores. Mas são dores verdadeiras, como diria Moraes a respeito dos amores. São dores que vivenciamos diariamente, que a vida nos impõe, que está viva em nós, que se relaciona com outras pessoas. São dores que nosso coração no traz, que nossa mente cria e que nosso corpo sofre, mas que estão ali naquela avalanche de aprendizados e experiências que nos tornam humanos.

Espero que a cada ciclo saibamos reconhecer cada dor e junta-las para que, no final, a sua soma possa ser reduzida a nada, quando deixar para trás tudo que carregou consigo para chegar ali. Que ciclos comecem, findem, comecem novos outra vez. E que a cada um, saibamos contemplar o aprendizado e ter gratidão pelas vivências e oportunidades. A dor é um pouco amor e o amor também é um pouco dor, caro Vinicius. Porém que sejam verdadeiros, como você diz, pois então a somatória valerá a pena.


18 de fev. de 2015

AS CORRIDAS NOTURNAS DA UNIMED


E lá se vão 11 anos correndo a noite pelas ruas de Curitiba!!! 
ONZE ANOS?? É isso aí!!! 

Medalhas de algumas edições
Arquivo pessoal
Lembro-me como se fosse hoje da primeira corrida noturna em 2004...

 As plaquinhas nos postes da Av João Gualberto e da Rua Luiz Leão, por onde passava o percurso na época, anunciando a novidade na cidade: corrida em um sábado a noite! A largada era na sede na Unimed Curitiba na Rua Itupava, Alto da XV, e percorria 10km na região.

O que eu pensei logo de cara foi: "corrida a noite em Curitiba...será que vai dar certo??".  Não, não deu certo. Deu SUPER CERTO. ÓTIMO, aliás!



Cada edição da qual participei foi maravilhosa e deixou boas recordações - correr com
amigos, correr pelos amigos (lembram desse post?) , na chuva, no frio, no calor. A energia positiva dessa prova sempre contagia e faz querer voltar. 

Nessa edição, o tema "Run For Fun" será mantido. Por que? Oras, correr por diversão!! A Unimed Curitiba reafirma o compromisso em incentivar a adoção de hábitos saudáveis à rotina das pessoas, de maneira leve e descontraída mas sem esquecer o compromisso consigo mesmo de manter a qualidade de vida em alta e a saúde em dia. 

Além disso, a Unimed Curitiba, uma cooperativa médica fundada há 43 anos e com mais de 4.200 médicos e quase 600 mil beneficiários,  é a maior apoiadora de corridas de rua da capital paranaense, patrocinando e incentivando a participação da população em dezenas de provas ao longo do ano. Só a Corrida Noturna já reuniu mais de 35 mil corredores durante a sua trajetória.

Na 11.ª edição, a Unimed Curitiba traz um mascote para ilustrar o evento: a capivara!! Sim, ela que acompanha de longe o treino de tantos atletas nos parques da capital e região metropolitana, irá sair da sua passividade e irá correr, justamente para mostrar a importância da atividade física para a qualidade de vida.

Arquivo pessoal - ed 2007
E não precisamos nem numerar os benefícios da corrida não é? Melhora condicionamento, fortalece músculos e ossos, mantém o metabolismo equilibrado além de garantir uma melhor qualidade de sono.  Sem contar aquela sensação de bem-estar e endorfina liberada pós- prova!! Sendo a noite então, clima ameno e agradável que favorecem mais ainda!!

Participo das provas da Unimed Curitiba desde o início... estrutura, organização e astral que contagia do início ao fim, sem contar a possibilidade de correr em um sábado a noite pelas ruas da cidade, com apoio, segurança e muita energia.  Porque é assim...no que é bom, a gente sempre volta! Bora?

Dá uma olhadinha na edição passada   e veja porquê não dá pra perder!! Youtube 

Confirme sua presença no evento pelo Facebook e acompanhe as atualizações sobre a prova: 

Informações:
5 e 10km
Data: 14 de março - sábado
Horário: 19h30
Local: Universidade Positivo (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300).


Inscrições (até 09/03)
Público em geral -> R$ 77,50
Clientes Unimed -> R$ 42,50
*Neste ano, o pagamento também pode ser feito com cartão de crédito!!



Post em parceria com a Corridas Unimed. 

15 de dez. de 2014

Fim da paciência. Início do amor próprio

Paciência, 2014 foi o ano dela- ou da sua consumação. Nunca fui uma pessoa dotada de grande quantidade dessa virtude mas o pouco que tinha, esgotou nesse ano que se finda.

Digo que paciência é uma virtude porque, de fato, quem a tem é um ser humano iluminado. Queria ser dessas pessoas que não "esquenta" com nada, que curte tudo e acha todas as pessoas legais. Mas não sou. Não sei viver em cima do muro, me cansa essa vida cor de rosa, essa alegria superficial, essa sensação de que o mundo acontece do lado de fora. Mas essas pessoas sim, são felizes pois no mundo sem decisões delas, não se magoam, desapontam ou estressam. E, assim, a paciência permanece.

No meu mundo de sangue quente nas veias, a virtude se esgota rapidamente. Brigo, luto, discuto, batalho, corro atras do que quero e tomo decisões. E isso cansa mais que dez maratonas juntas.

Minha paciência se esgotou com pessoas, situações e, principalmente, comigo mesma. Com pessoas porque a maioria age por interesse e tirar muitas delas da minha vida nesse ano, e foi a maior representação de amor próprio. Com situações porque aprendi a estar onde sou quista e não tolerada. E comigo mesma porque aprendi, a duríssimas penas, que só me faz mal quem e o que eu deixo que faça.

Todo aprendizado consome mas tambem liberta. Minha paciência exauriu mas minha liberdade aflorou. É o eterno sistema de mão dupla: o universo te dá em contrapartida de algo.

Tenho duas máximas que me norteiam: "você recebe o que emana" e "livrar-se do velho para entrar o novo". O universo conspira a favor de quem faz o bem. Nao adianta plantar pedra e querer colher flor. E, mudanças só acontecem quando você se livra do que te prende.


Não faço e nunca fiz resoluções de ano novo. Pra mim a cada dia que nasce temos a possibilidade de recomeçar e aprender. Não precisamos de um marco temporal ou historico. Basta abrir os olhos pela manhã e saber que aquele pode ser um recomeço. Mas se tivesse que definir um norte para 2015 seria: manter o de 2014. A paciência é finita mas amor próprio nunca é demais. 

25 de out. de 2014

Novidades na Lojinha

Olá pessoal,

Alguns já sabem, outros não ...então oficialmente, a novidade:

Estamos com a nossa lojinha aqui no Blog. Tudo começou no Instagram, mas o espaço ficou pequeno por lá e até nosso site ficar pronto, a lojinha está em um espaço emprestado aqui no blog - nas abas Viseiras e Buffs.

Nossos produtos são todos feitos a mão - desenho, pintura e costura - o que confere características exclusivas a eles. Processo manual que garante dedicação, cuidado e atenção em cada produto, para que vocês arrasem por aí com eles!! 

Temos nossas viseiras e os buffs. Por enquanto na estampa Hibiscus mas em breve teremos outras também.

Caso queira algo personalizado, entre em contato pelo e-mail vivitri@gmail.com ou pelo "Contato" aqui do blog mesmo!!

Passa ali dar uma olhadinha nas novidades!!

Bjs e abs!

13 de out. de 2014

Corridas Unimed Etapa Curitiba - nova data

Pessoal,

Nova data da etapa Curitiba das Corridas Unimed - 02/11.

Inscrições até 27/10 - 14h. Corre lá, não perca tempo!!

Nos encontramos na corrida!!

17 de set. de 2014

Preconceito e o futuro do Brasil

Olá pessoal,

Hoje peço licença aqui no blog para divagar, talvez refletir ou simplesmente compartilhar um fato - que me levou a uma série pensamentos - que ocorreu esses dias. Não está relacionado ao esporte mas ao nosso dia a dia.

Quando fiz minha primeira graduação, em Direito, as discussões entre os colegas versavam sempre sobre capitalismo x socialismo, esquerda x direita, legalização de drogas, política local, melhorias na Instituição (como a instalação de ventiladores nas salas), no muito alguma situação de futebolística, que prontamente era esquecida e relevada. 

Muitos anos depois, o que eu vejo sendo alvo de brigas e discussões no ambiente acadêmico são xingamentos como "veado", "gorda", "pobre" e "fedido". Sim, isso mesmo: adultos chamando uns aos outros disso, numa agressão gratuita, sem provocação, pelo simples fato de não aceitar as diferenças no mesmo ambiente.

E isso tem nome: preconceito. Muitas vezes ele começa de forma velada, indireta mas ele está ali presente. E quem tem isso consigo, não vai parar. Quem não tem educação para conviver com as diferenças, não poderia nem estar imerso na sociedade. 

Essa juventude que pratica esse tipo de "bullying" é aquela, teoricamente, intelectualizada, "o futuro da nação". São esses jovens adultos que também votam. E se não sabem sequer respeitar aqueles com quem convivem diariamente, será que terão discernimento para escolher seus representantes no governo?  

Culturamix
Particularmente fiquei chocada ao me deparar com uma situação de quase vias de fato, originada por uma agressão gratuita motivada pelo preconceito. Eu entendo que a educação dada em casa e o nível cultural de pessoa para pessoa variam muito. Nem todos foram criados para aceitar as pessoas como elas são, ter a cabeça aberta e ignorar (possíveis) diferenças. Mas respeito é pilar básico na vida de qualquer ser humano. E condição financeira não significa MESMO nível educacional. 


Queria acreditar que o fato que me chocou fosse pontual mas sei que não é. Fico triste pelos colegas e amigos que sofrem qualquer tipo de discriminação nesse sentido. E tenho pena de quem apoia ou se omite. O Brasil só vai começar a ir pra frente quando a mentalidade do povo progredir.

NADA muda se VOCÊ não muda. 

Grata!

5 de set. de 2014

Corrida Unimed 21/09

Olá pessoal!!

Estou meio sumida daqui  porque estou escrevendo mais na coluna do Portal Vivo Esportes

Maaaaaassss como o que é bom tem que ser divulgado, estou passando aqui pelo blog pra falar da Corrida Unimed, que acontecerá dia 21/09!!

As corridas da Unimed são sempre bacanas, tem um astral incrível e muita energia positiva... por isso gosto de participar. 

Quando? A etapa Curitiba acontecerá no dia 21 de setembro, no Parque Tingui, 07h30.

Distância? Pode escolher: 5km e 10km!!

ATENÇÃO Cliente Unimed: inscrição com desconto prorrogada até 12/09!!!

Corre lá pra se inscrever e não ficar de fora!

Mais informações: Corridas Unimed

Divulgação / Unimed

18 de mai. de 2014

Corredor fora do padrão - releituras

Pessoal,
Este foi um texto que publiquei em um site esportivo, no ano passado, mas que acho válido sempre ler, reler e ler novamente. 
Corredor fora do padrão - mas que padrão?
Quem nunca ouviu alguém desdenhar de algum corredor que estivesse fora do “parâmetro” (e eu acho cansativo demais, além de ultrapassado, essa história de padrão. Todo ‘paradigma’ acaba por ensejar o preconceito contra o que está fora dele…mas vou parar por aqui) ou cantando vitória que a prova seria fácil, que a distância é moleza? Provavelmente todos nós já vimos isso algumas vezes.
Pois bem, repare nessa moça:
www.taringa.net
www.taringa.net

Ela se chama Savannah Sanitoa e é atleta olímpica da Samoa Americana, por onde compete nos 100m rasos. Esta foto tirada no mundial de Berlim em 2009, foi motivo de muitos comentários em relação à forma física da atleta em comparação às demais concorrentes. Sim, é notório que Savannah está acima do peso mas mesmo assim ela ela cravou 14.23s em 100m, 0.16s acima da sua melhor marca 14.07s. Não foi campeã, logrando apenas a 6.ª colocação, como pode ser visto neste vídeo da prova. Ressalte-se que o recorde para a distância foi nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, quando Florence Griffith Joyner marcou 10.62s.

É normal do ser humano criar padrões. E quem não se encaixar neles, estará sujeito ao preconceito. É uma imposição da sociedade ser magro para ser feliz e ter sucesso e quem não for estará a mercê de comentários maldosos e dissabores em público. Não, não estou dizendo que é saudável estar acima do peso. E não é. O que quero dizer é que nem todas as mulheres precisam querer ser uma “Angel” da Victoria Secret e nem todos os homens serem um David Beckhann. A natureza nos confere características próprias e não podemos lutar contra elas, ao contrário, devemos percebê-las e explorá-las ao máximo e, claro, manter a saúde e o bem-estar.
Nesse sentido, veio a calhar a campanha – Retratos da Real Beleza ( veja o vídeo aqui ) – lançada pela Dove, a qual demonstra bem o quanto nós mulheres subestimamos nossa beleza. Somos bonitas aos olhos de quem nos vê e nem sempre ao nosso próprio espelho. Claro, querer melhorar é sempre bom, aliás, ótimo. Motivar-se com alguém, seguir um estilo de vida saudável, alimentação balanceada, esportes (sim, correr!!!) é sempre válido e importante. Porém jamais querer ser alguém que não somos. Acho que antes que mil #ProjetosNoInstagram , temos que ter o nosso projeto pessoal: ser feliz.
internet
Voltando à Savannah Sanitoa, refleti sobre aquilo, inclusive busquei mais informações sobre a atleta, mas os 14.23s para 100m não me saíam da cabeça. Como tinha treino de pista e justamente tiros de 100m, pensei: “vamos ver o quão próximo eu consigo chegar dela”. A pista em que eu treino é de areia batida, com ondulações porque chove muito e bate um vento miserável, mas isso não justifica o meu tempo ter sido mais alto que o dela e, mesmo sendo mais magra (ela pesa 95kg e eu 62kg – mas o que isso importa né?), não cheguei nem perto (e tinha total e absoluta consciência que não chegaria) da sua marca nos 100m. Meu melhor tiro foi 100m em 19.08s.
Mas isso me motivou a dar o sangue na pista naquele dia de treino. E perceber que temos que fazer nosso melhor. Savannah foi até Berlin em 2009 e competiu, dando seu melhor, embora não estivesse na sua melhor condição (ou será que para ela era uma boa condição e estou eu querendo estabelecer um padrão?).
Recordo-me da minha primeira corrida rústica, 10km em 2003. No km 2, aprox., um senhor veterano seguiu ao meu lado e disse: “tá bem moça, vai assim que tá bem”, e disparou. Perdi-o de vista. Ali foi a primeira e principal lição que tive nas corridas: “não subestime um corredor”. Ainda, outro fato que me chamou a atenção: o último domingo, uma amiga corredora, acostumada com as meias-maratonas e retornando agora às provas, disse: “nossa, estou me sentindo ridícula de largar nos 3km”. Briguei com ela, claro. Ridículo é quem nem sequer tenta. E toda reabilitação requer paciência e disciplina.
O que eu tiro de lição: jamais devemos subestimar uma prova, uma distância, tão pouco quem está correndo conosco. A corrida, assim como qualquer esporte, exige respeito. Respeitar a prova, suas adversidades, os concorrentes, o seu próprio organismo e limitações. Aceitar que sempre haverá pessoas melhores e piores mas que o importante é sempre fazermos o nosso melhor e superar a nós mesmos. E, acima de tudo, buscar o que nos faz feliz. Melhorar é legal, buscar o que faz bem e feliz, mas sem neurose. Não interessa o que os outros pensam, ou vão pensar. O que realmente importa é você!
(Texto originalmente publicado no site Papo de Esteira - Coluna IMpossível - em 2013)

6 de mai. de 2014

Meia Maratona Ecológica de Curitiba

Olá pessoal!!


Arquivo pessoal
Neste último domingo, 04, participei da Meia Maratona Ecológica de Curitiba, prova que incluía distâncias de 5km, 10km e 21km, organizada pela Thomé e Santos. 

Semana da prova foi conturbada, agitação profissional, clima frio, imunidade meio baixa desde a última "peripércia" esportiva...peguei uma virose e fiquei "de molho" desde quarta-feira. No sábado senti que dava para correr de leve os 21km, falei com meu técnico, San Palma, e fui! Treinão de luxo no ritmo do corpo...só pra matar a vontade de correr uma meia maratona.  Pois é...essa tal de corrida é um bichinho que nos pega e não larga mais!

Dia bonito, sol, céu azul, friozinho agradável. Prova muito bem organizada. Largada pontual as 7h na Praça Nossa Sra de Salete (amo provas naquela região), postos de água a cada 3km, ruas fechadas para os atletas (vi poucos incidentes com motoristas apressadinhos e mal educados), chegada organizada, pipocas barrados antes da área de dispersão e kit pós prova caprichadinho - assim como o kit da prova. Custo x benefício justo.

O percurso...ah, o percurso! Detalhe a parte... se você gosta de subidas, essa é sua prova! Era um sobe, desce, vira aqui, vira ali, que, sinceramente, nem dava pra perceber os km's passarem. Para o psicológico é muito bom, e para o corpo foi um bom desafio. Não foi fácil mas foi ótimo! 

O que mais me chamou a atenção foi uma senhora que assistia a prova passar em frente a sua casa, segurando uma bandeira do Brasil e acenando para nós. Sim, ali podíamos nos sentir verdadeiros heróis por estarmos na batalha, fazendo nosso melhor e buscando concluir os 21k (só faltou o "tan tan taaaan, tan tan taaaan" do Ayrton Senna!). Uma imagem tão singela e inocente que ficará gravada na minha memória.  

As vezes se desligar um pouco de tempo,  metas ambiciosas, cobranças, vale a pena. Encarar uma prova razoavelmente longa sem encanar com tempo, pace, ouvindo seu corpo, dosando seu esforço, contemplando o entorno, interagindo com quem está a sua volta é bacana também. Confesso que desapegar do relógio não é fácil, ao menos para mim. Na verdade não é NADA FÀCIL. Não vou ser hipócrita porque quem me conhece sabe como sou. Mas a cabeça tem que estar aberta ao novo e temos que ter sensibilidade em ouvir o nosso corpo naquele momento. A experiência foi "muito rica e valiosa", como diria um professor meu. Aconselho todos a tentarem um dia.

Foto: Arthur Nauffal - Vivo Esportes
Não posso deixar de mencionar um fato que aconteceu no sábado, entrega dos kits, que teria tudo para frustrar a corrida mas, pelo contrário, tornou o evento ainda mais destacável para mim. Quando fui retirar o kit, meu nome não constava na listagem de inscritos. Desespero! Chateação! Oh, meu Deus! A organização prontamente já conferiu meus documentos, comprovante de pagamento e efetuou novo cadastro. No domingo corri confiando estar tudo certo. E de fato estava (ufa!). Dessa forma não posso deixar de mencionar e agradecer a atenção e a consideração do Vilson Thomé, organizador da prova, e do Henrique, do Linha de Chegada, em verificar o que houve e justificar o ocorrido. Se todos os envolvidos em organizações  de provas tivessem esse respeito com o atleta, seria fantástico!!! 


Arquivo pessoal
Bom, seguem meus agradecimentos (peguem o lencinho...porque essa medalha também é de vocês..snif!): minha mãe ( que quis ir junto, mesmo tendo que acordar 4h45 num domingo); meu coach, San Palma, pela atenção, paciência e dedicação, sempre; à família CMTeam thanks a lot !!!; aos amigos e amigas que encontrei na prova e aqueles(as) que sempre estão na torcida! 

Pessoal da Vivo Esportes, valeu pela cobertura e pelas fotos! 

Bons treinos e até a próxima!