1 de mar. de 2016

Um pedacinho da Polônia

Olá pessoal,

Vamos falar um pouquinho de turismo e cultura? Afinal o esporte também nos leva a isso... Quantas provas não fazemos por lugares e cidades diferentes, treinos em regiões turísticas, ou viajamos para atrelar corrida/turismo? Sempre é bacana conhecer mais opções!!

Minha descendência polonesa é inegável, basta olhar o sobrenome (as bochechas rosadas e o gosto natural pelas cores), porém também é minha paixão por essa cultura tão rica e valiosa. Sempre que posso visito exposições, leio livros e artigos, além das memórias e histórias compartilhadas em casa. É raíz, é herança, é laço de sangue, ou seja, inevitável não se interessar. E complementando as minhas visitas e vivências na cultura polaca, no último domingo visitei a Casa da Cultura Polonesa Padre Karol Dworaczek, na Colônia Murici, em São José dos Pinhais, onde também está em cartaz a exposição "Meu coração de polaco voltou", do Paulo Leminski (que aprecio muito). 

Portal polonês na entrada da Colônia
Colônia Murici
A colônia de poloneses fica na área rural de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Distante 15km do centro da cidade e aproximadamente 15km do centro da capital paranaense.


Fundada em 1878, é a mais expressiva comunidade de origem polonesa no Brasil. Procedentes da Galícia e da Prússia Oriental (região da Cracóvia), cerca de 60 pessoas estabeleceram-se na Colônia que surgiu na terceira etapa da imigração polonesa do Paraná. Abriga também italianos vindos de Trento. 

Depois de abrir a mata fechada por araucárias (pinheiros, árvore típica da região), era preciso fabricar as residências. Estas foram feitas com os troncos destas árvores. Como não tinham ferramentas adequadas, o jeito foi usar a técnica aprendida na Europa (chamada de Dom Weglow, típica da região das aldeias do sul da Polônia), na qual as casas eram feitas em módulos de encaixe, sem pregos, e revestidas com uma “argamassa” especial.

No país de origem, a religião católica era predominante (92%). A necessidade espiritual de um local apropriado para os encontros religiosos fez com que se erguesse uma igrejinha de madeira (por volta de 1881-1884), feita pelos próprios moradores. Mas, foi com a vinda, em 1900, do primeiro pároco, padre Karoll Dworaczek, que se deu início a igreja de alvenaria da colônia, que é hoje o prédio da Paróquia Sagrado Coração de Jesus.

Dedicam-se principalmente ao plantio de hortifrutigranjeiros, criação de aves, bovinos e suínos. Destaca-se a Igreja do Sagrado Coração de Jesus com sua arquitetura e pinturas internas, alguns exemplares das casas de tronco – “Dom” e outras em alvenaria com afrescos em suas paredes, a Casa da Cultura Polonesa (antiga escola) e nos fundos o cemitério, com jazigos dos primeiros moradores da região, além de manter viva as tradições.
Como vários desses descendentes eram de origem rural nos seus países de origem, os imigrantes e descendentes que se instalaram na Colônia Murici se dedicaram à agricultura, que até hoje é o setor econômico predominante na região.(Fonte: site Prefeitura SJP).

Como chegar
Automóvel: via Av das Torres/ BR 376, acesso pelo trevo do Bradesco em direção ao Caminho do Vinho. Ao chegar no entroncamento com a colônia Mergulhão (italianos) basta seguir em frente, passar pelo portal polonês e seguir as placas.  
Ônibus: Linha Murici no terminal urbano - só aceita cartão transporte. 

A Casa da Cultura Polonesa fica na Rua João Lipinski, 671, ao lado da Igreja da Murici.


Casa da Cultura Polonesa Padre Karol Dworaczek



Ela conta atualmente com 3 espaços para visitação: exposição fixa sobre a agricultura polonesa e a casa montada nos moldes polacos e a exposição itinerante (já percorreu Porto Alegre e Curitiba) de Paulo Leminski.
O acervo das exposições fixas foi doado pelos imigrantes e descendentes da própria colônia.
Aberta a visitação pública somente aos domingos, das 10h às 16h. 

Agricultura e vida no campo

Acervo sobre a agricultura
Fundada em 1878 por imigrantes poloneses, a colônia Murici tem na agricultura sua maior fonte de renda. Os primeiros produtos a serem produzidos em solo paranaense foram a batata inglesa, a batata doce e o centeio, com sementes trazidas da Polônia.

 Há em exposição vários instrumentos utilizados na agricultura, como o arado, picador de palha, gadanha, mangual, pulverizador, moedores, foices, tesouras. Todos estão numerados e há a legenda para o visitante saber o nome do instrumento, data e quem doou (poderia ter a explicação de alguns também!! Eu tive a sorte de ir com a minha mãe, que lembrava de alguns que seu avô usava e pode me explicar). 




 Esses são apenas alguns dos vários instrumentos expostos: debulhador de milho, amolador de facas, tesoura do início de 1900 e o marcador de gado.   Incrível o quanto era possível ser feito com instrumentos tão simples. E assim percebemos o quanto a evolução foi rápida no século XX e XXI. 

A Casa Polonesa
No andar superior há uma casa tipicamente polonesa montada: quartos, sala, copa, cozinha. Todos devidamente mobiliados e decorados nos típicos moldes poloneses, incluindo enxoval e algumas peças de vestuário (vestido de noiva!!), além dos utensílios de cozinha e lavabo. 

Armário com as latas de mantimentos e a decoração de papel que imitava as toalhas rendadas.

Vestido de noiva a esquerda, vestido ao centro e um roupão a direita

Copa/ Sala

Representação da religião católica na vida polonesa

Chapeleira e armário localizados na entrada das casas
É possível perceber a riqueza de detalhes nos bordados das toalhas, lençóis, colchas, bem como das roupas, além dos móveis trabalhados (na madeira), demonstrando o quão valiosa é a arte na cultura polaca. Mínimos detalhes cuidadosamente trabalhados, 

Exposição Meu Coração de Polaco Voltou - Paulo Leminski

Ela retrata a fase polaca do Leminski e conta com a história da família Leminski, chegada no Paraná, a imigração polonesa, além de um vídeo muito interessante sobre a situação da Polônia e dos seus cidadãos na época das migrações, narrado pelo próprio autor. 

Ainda, há a exposição de alguns de seus textos, tanto em português quanto em polonês, além de algumas obras e fotos do autor e da família. Interessante o quadro com a árvore genealógica de Paulo Leminski, logo no início da exposição.

Atenção, pois a exposição fica aberta até o dia 11/04/16. 



Sugestão
A Casa da Cultura Polonesa é um afago à paixão e ao amor pela cultura polaca. É ver a riqueza desse povo exteriorizada e valorizada. Sem dúvidas, uma visita que encanta os olhos e alma. Entretanto acredito que pequenos detalhes poderiam deixá-la ainda melhor!
  • Senti a falta de um espaço que falasse sobre a Polônia, desde a história (sim, muitos não conhecem além dos livros de História do Ensino Fundamental e Médio), a geografia, as principais cidades, pontos turísticos, enfim, um resumo sobre esse país que tanto a contar. 
  • Na exposição sobre a agricultura na colônia Murici, poderia haver imagens (vídeos, fotos) ou apenas um explicativo sobre a função de alguns instrumentos. Seria bem interessante mostrar na prática a funcionalidade daquele acervo incrível.  E, ainda, deixar um pouquinho mais explícito o nome de cada um. 
  • Sugestão de próxima exposição: trajes típícos e folclore.

Vista lateral/fundos da Casa da Cultura Polonesa

O que mais fazer na colônia Murici
Quem estiver em Curitiba e região, vale a pena o passeio e a visita. 
Na região também é possível encontrar restaurantes de comida caseira e também típicas, incluindo café colonial. Para os esportistas, a região garante ótimos treinos de corrida trailrun (chão batido) e mountain bike, com subidas, descidas e paisagens lindas. 

Inclusive, no próximo dia 06/03, acontecerá a tradicional Festa da Colheita. A Festa é uma expressão religiosa e cultural criada por descendentes de imigrantes poloneses e italianos, é um evento de agradecimento pelas boas colheitas.  A programação da 30ª Festa da Colheita será iniciada com missa solene, seguida pela tradicional cavalgada e desfile em agradecimento a colheita. No almoço serão servidas comidas típicas da região – como pierogi (um tipo de pastel cozido), risoto, churrasco e costela fogo de chão.

Os vídeos da exposição e da Casa da Cultura Polonesa estarão em breve no meu canal do Youtube!!
Bons treinos, bom passeio e até a próxima!


Todas as fotos e imagens são arquivo pessoal e tem os direitos reservados.


28 de fev. de 2016

O feeling pessoal e os números

Olá pessoal,


Sabe aquele dia que você não espera nada do treino e ele sai redondinho? Será que é o treino te surpreendendo ou será que não é você mesmo mostrando que tem um bom autoconhecimento? Ouvir o corpo é fundamental para a evolução de qualquer treino e a conquista do seu objetivo.      

O coach San Palma, meu treinador, ensinou que devemos ouvir mais o corpo do que os números. Sempre fui adepta dessa teoria. Pace, frequência cardíaca, velocidade, potência...são importantes? Sim, claro! Frequencímetros, medidores de potência, podômetros, GPS...é a tecnologia a favor do esporte e devem ser considerados. Para os atletas de rendimento são poderosas ferramentas. Entretanto, nada disso terá eficácia se o atleta não conhecer seu corpo, as alterações que o treino provoca nele, os fatores que alteram a sua performance e seu rendimento, os "ups and downs" da rotina e como lidar com tudo isso e usar a seu favor.

Se considerarmos a grande parcela de corredores, principalmente amadores, muitos esquecem de prestar atenção na sensação subjetiva de esforço, de perceber o ritmo exato que faz a FC aumentar, a força nas pernas necessária para pedalar mais forte, o técnica da braçada que faz a remada ser mais consistente.  E tudo também varia do dia do treino. O San sempre fala que se você está em um dia bom, sem muito estresse, alimentação correta, boas horas de sono, está bem de saúde, o atleta irá render; já se a noite foi mal dormida, houve estresse no trabalho, preocupações, está com alguma infecção no organismo, fez alguma refeição fora do programado, infelizmente isso será refletido nos treinos.

Em uma ocasião peguei uma intoxicação alimentar que me derrubou. Fiquei três dias off e voltei aos poucos, dosando os treinos e executando-os a medida que me sentia confiante, porém na bolha da zona do conforto (porque não era o momento de querer ousar nada, né?).  Penso que treinar pouco é sempre melhor do que não fazer treino algum, desde que haja condições para esse "pouco" também. Recuperando-me como um conta-gotas, fui seguindo e percebendo que a cada dia o corpo dava sinais de progresso. Mínimo, mas dava. Até que duas semanas depois havia um longo de respeito e eu realmente não queria (e nem podia) mais perder treino em função do calendário de provas e dos objetivos buscados. 

Então chegou o primeiro longo da lista: corrida. A intenção era ser meio Forest Gump, sabe? Correr e apenas correr, ouvir o corpo e deixar ele ditar o longo que seria feito (ótimo se fosse inteiro!) e tudo evoluiu bem, até que você está pra fechar a distância e quer dar pulos como o Rocky na escadaria da prefeitura da Philly! hahahaha. Já o segundo longo sequencial, natação, foi no embalo da endorfina da corrida e após muitos e muitos azulejos contados, terminou. 


É a velha máxima: men sana in corpore sano. Cabeça e corpo tem que trabalhar em conjunto ou o resultado não virá. Atleta saudável tem rendimento e resultado, porém o primeiro passo para isso é se autoconhecer, compreender seus limites e saber encaixar os treinos dentro da sua capacidade. Se não é o dia, não force. Melhor parar um dia do que comprometer uma temporada ou, pior, colocar em risco a própria saúde. 

E não há planilha, manual ou receita de bolo que ensine como se conhecer... o feeling é na prática, na sensibilidade dos treinos diários, nos erros e acertos, no bons e maus treinos. Aliás, não existem treinos ruins, há aqueles que ensinam mais e outros menos. Na dúvida, converse com seu treinador e, juntos, busquem a melhoria contínua.

A linha entre a persistência a teimosia é tênue e você é o único capaz de distinguí-la. 

Bons treinos e até a próxima!


26 de fev. de 2016

Cataratas do Iguaçu

Olá pessoal,

Aos poucos vou compartilhando aqui com vocês sobre onde tenho passado e visitado, dando dicas, explicando e passando meu ponto de vista.


Arquivo pessoal - Direitos reservados

Acredito que a água exerça fascínio sobre muitas pessoas e comigo não é diferente. Quando falamos em várias quedas d'água sincronizadas em um espetáculo de som, cores e frescor, o fascínio é ainda maior. Perfeitamente ordenadas pela natureza, as Cataratas do Iguaçu constituem Patrimônio Natural Cultural da UNESCO e refletem a beleza natural e intocada que pode ser contemplada por nós. 
Todas as vezes que vou ao Parque Nacional, saio renovada e revigorada. É tanta energia boa circulando, que chega ser impossível não sair de lá mais leve (com exceção das roupas molhadas!) e energizado.

Um pouquinho sobre a história do Parque
O Parque nacional do Iguaçu, criado em 1939, pelo Decreto N° 1.035, abriga o maior remanescente de floresta Atlântica (estacional semidecídua) da região sul do Brasil. O Parque protege uma riquíssima biodiversidade, constituída por espécies representativas da fauna e flora brasileiras, das quais algumas ameaçadas de extinção, como onça-pintada (Pantheraonca), puma (Puma concolor), jacaré-de-papo-amarelo (Caimanlatirostris), papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), gavião-real (Harpia harpyja), peroba-rosa (Aspidospermapolyneutron), ariticum (Rolliniasalicifolia), araucária (Araucariaaugustifolia), além de muitas outras espécies de relevante valor e de interesse cientifico.
Essa expressiva variabilidade biológica somada à paisagem singular de rara beleza cênica das Cataratas do Iguaçu, fizeram do Parque Nacional do Iguaçu a primeira Unidade de Conservação do Brasil a ser instituída como Sítio do Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO, no ano de 1986.
Unido pelo rio Iguaçu ao Parque Nacional Iguazú, na Argentina, o Parque integra o mais importante contínuo biológico do Centro-Sul da América do Sul, com mais de 600 mil hectares de áreas protegidas e outros 400 mil em florestas ainda primitivas, responsabilidade ímpar para ações conjuntas entre brasileiros e argentinos nos esforços de preservação deste tão importante patrimônio mundial.




Como chegar
Ônibus
Você pode chegar ao Parque através de ônibus de linha, que parte do TTU e cruza o centro da cidade, passa pela rodovia das Cataratas até chegar no Parque. Linha 120, lado esquerdo depois que passar a catraca. É a mesma linha que faz até o aeroporto.
Custo da passagem: R$2,90.
Ao chegar no parque e descer do ônibus, você irá até o Centro de Visitantes, onde há a venda dos ingressos, lojinha e central de informações. Depois de adquirir o bilhete, você será encaminhado até o embarque nos ônibus próprios do parque (double deck), que percorrerão aproximadamente 10km  até chegar no início da trilha, que é feita a pé.  
Para retornar, basta se direcionar até a parada dos próprios ônibus do parque, no Porto Canoas, e fazer o sentido inverso da viagem.
Ônibus do PNC

Táxis / Automóveis
Seguem a mesma forma dos ônibus de linha, a partir do Centro de Visitantes. Já os automóveis poderão ficar no estacionamento (R$19,00 diária).
Transfers
Verificar com a agência o funcionamento.

Tarifas
Brasileiros
Adulto: R$31,30
Crianças (2 a 12 anos): R$8,00
Idosos (acima de 60 anos) : R$8,00
No site do parque há tabelas com valores diferenciados para estrangeiros e comunidade.
Os ingressos podem ser adquiridos também via internet.

Passeios
A trilha que passa pelas cataratas (até terminar no mirante da garganta do diabo), dá aproximadamente,1.200m. Percurso que inclui desníveis e degraus. Se for em um dia movimentado, tem que ter paciência. 
A garganta do diabo é ponto máximo. Após passar pela passarela e próximo as quedas, você chegará ao mirante, de onde terá uma visão maravilhosa das quedas seguintes. 
Prepare-se para se molhar bastante. Quem não gosta, aconselho a levar uma capa de chuva ou adquirir no próprio parque. Que não se incomoda, é melhor levar uma muda de roupa extra. 

Porto Canoas
Ao terminar o passeio pela trilha, você seguirá até Porto Canoas, uma ampla área de descanso e alimentação, incluindo a loja de lembranças e sanitários. 

Ainda, há outros passeios que podem ser feitos dentro do Parque Nacional, como o Macuco Safari (que vai de barco até embaixo das quedas)  e a Trilha do Poço Preto.
O Macuco Safari fiz em 2006 e na época gostei muito. O valor não é barato mas vale a pena para  sentir a emoção de passar próximo às quedas. Assim como na passarela, leve uma capa de chuva ou uma muda extra de roupa.

Alguns cuidados
  • Durante a trilha de 1200m será comum encontrar os sagüis. A recomendação do parque é não alimentá-los e não toca-los, afinal são animais selvagens. 
  • Use roupas confortáveis para caminhar.
  • Não descuide da hidratação e do protetor solar.
  • Se tiver alergia a insetos, é recomendável o uso de repelentes.

Lado argentino
É possível visitar as Cataratas pelo lado argentino, na cidade de Puerto Iguazu. Não tive essa oportunidade ainda mas acredito que seja belo e emocionante também. 
Sem dúvidas, a visitação ao parque é imprescindível para quem quer desfrutar de alguns momentos de contemplação da natureza em sua forma mais pura e bela. 

Até a próxima!

24 de fev. de 2016

Maratona de Frankfurt

Pessoal,

Estou super atrasada com esse post mas esse é daqueles que tem que ser postado!  É a queridinha Maratona de Frankfurt!

Skyline - Arquivo pessoal
                                           
Sobre Frankfurt - resumão!
Frankfurt é o centro financeiro da Alemanha e da Europa Continental. Nela encontram-se o Banco Central Europeu, a Bolsa de Valores e o Banco Federal Alemão.  Frankfurt fica na Antiga Zona de Ocupação Americana na Alemanha  e era antigamente a cidade sede do Exército dos Estados Unidos na Alemanha.
Foi uma cidade bem castigada pela II Guerra Mundial, sendo destruída parcialmente e reconstruída logo após, nos moldes originais. 
Frankfurt durante a II GM = Por Desconhecido - Coleção particular Mylius, 
É cortada por várias pontes (que passamos durante a prova!), pois o Rio Main corta a cidade e os bairros. 
Frankfurt atual - Por Fritz Geller-Grim
 Em 2011, a companhia Mercer apontou Frankfurt como a 7º cidade em qualidade de vida do mundo. 


Como chegar

 O aeroporto de Frankfurt é hub para muitos locais da Europa e tem voos diretos saindo de Guarulhos pela TAM e Lufthansa.  Só se prepare porque o aeroporto é IMENSO e entre sair do avião, passar na imigração, pegar as malas e sair no desembarque há uma caminhada igual ao aeroporto: IMENSA. 

Confesso que achei que estava perdida e como não falo alemão, fui confiando nas placas em inglês e (UFA!) deu certo! Fui antes dos atentados, então a imigração foi bem tranquila de passar. 

Também pode se chegar de trem pela Estação Central (Frankfurt Hauptbahnhof), que tem vários destinos a disposição, como Berlin, Bruxelas (que eu fiz), Paris. Viajar de trem pela Europa é sempre uma oportunidade única de lindas paisagens, além de conhecer um pouquinho mais do jeito da população local. Ah, na estação central também chega o trem vindo do aeroporto! 

Mais sobre a cidade - farei post em breve! 

MARATONA DE FRANKFURT
Bom, vamos falar sobre o tópico do post, né? 
Aconteceu dia 25 de outubro de 2015 e posso defini-la como SENSACIONAL! Entrou, sem dúvidas, no rol das queridinhas! Extremamente bem organizada, com estrutura impecável, água, isotônico, chá quente (sim, estava frio!), refrigerante e frutas bem distribuídos ao longo dos 42.195m. 

Brezel Lauf  por Ana Krueger
Já começamos bem no sábado ainda, com a Brezel Run, isso mesmo, a corrida do Brezel! É como uma breakfast run de Paris, mas que termina com suco, chá, isotônico e bretzel! 
O percurso é de 5km que só é divulgado minutos antes da largada. Uma equipe vai a frente delimitando o percurso, então não adianta aparecer nenhum queniano doido lá porque não vai saber o percurso.  

Na Festhalle, chegada da Brezel Lauf era também a expo e retirada do kit. Ah, sim, a largada e chegada da maratona também acontecem lá. Retirada de kit super rápida e ágil, várias marcas expondo e até rolou assistir um bate-papo com o Jan Frodeno, campeão do IM Frankfurt 2015 - pena que o colega só falou em alemão!



No dia da prova, alegria total! A manhã estava fresca, friozinho suficiente para deixar a distância maravilhosa para correr e a empolgação a mil. Também pudera, com tantos amigos reunidos na mesma prova (3 maratonistas e 7 no revezamento, além dos staffs de primeira), impossível não sair tudo redondinho.
Time completo antes da largada - Por Ana Audun
A largada foi por baias de tempo e não teve empurra-empurra e nem gente trancando o caminho. Consegui encaixar ritmo nos primeiros kilometros e só parei quando cheguei, concentração total. Na verdade, só tinha em mente encontrar minha amiga Iana no km35, pois ela me puxaria até o final - e isso foi o melhor presente nessa prova toda. Pois quando você acha que não dá para apertar mais, alguém vai lá, abre teus olhos e mostra que é possível sim (thanks amiga do cuore!)! 

O percurso é muito bacana. Mesmo concentrada, é claro que é possível ver o que acontece ao redor... Passamos por diversos bairros de Frankfurt e devo dizer que em todas as ruas havia pessoas torcendo! Jovens, crianças, adultos e idosos! Muitos idosos com seus cães! Coisa linda de se ver e motivar... Aprendi também que Apotheke é farmácia em alemão ahahaha (no percurso havia tantas apothekes que precisei perguntar o que significava...). 

A chegada da prova é incrível! É dentro da Festhalle, em clima de festa, balada, um verdadeiro show para recepcionar os guerreiros! A dispersão também bem fácil e prática. Medalha, poncho, hidratação e área de descanso. 
Pós prova - por Ana Audun

Sem dúvidas, a maratona de Frankfurt me surpreendeu pois a cidade abraçou os corredores e a organização promoveu um estrutura fantástica. Menos muvucada que Paris (esta com 50 mil corredores x 20 mil corredores FRA) mas mesmo assim cheia, foi possível fazer uma corrida mais fluida, sem tantos desvios e, assim, mais concentrada (tanto que não ouvi nem meus amigos chamando, apitando, gritando...rsrsrs Eis o grande mistério do fim de semana!). 
Finisher Medal
Corri essa prova um mês após a maratona de Foz do Iguaçu e o fato dela ser plana contribuiu muito. Validada para o indice de Boston, é uma boa pedida para quem almeja conquistar o temido tempo. Percurso flat, rápido, estruturado e temperatura agradável. Não tem erro.

48h pós maratona, já no treino!
Mas sem dúvidas alguma, o melhor dessa maratona foi encontrar amigos, estreitar laços, descobrir afinidades e viver dias mágicos conhecendo a cultura alemã. Não posso deixar de agradecer imensamente à minha amiga Ana Krueger do Live from Germany e seu marido pela acolhida carinhosa e hospitalidade impecável! Acredito que pessoas de pensamentos comuns se atraem e a aproximação ocorre nos momentos providenciais! 



E também agradecer a cada amigo e amiga que fez parte desse fim de semana memorável e que continua no dia a dia, mesmo longe, a agregar alegria e felicidade. 

E sem dúvidas gratidão ao meu treinador, San Palma - CMTeam, pela dedicação, compreensão e apoio sempre.

Danke! 


E pra quem se interessar, as inscrições para a edição 2016 já estão abertas no site da prova!

Bons treinos e até a próxima!

17 de fev. de 2016

4km Desafio das Águas Itapema

Como boa aquariana, nadar pra mim é estar no meu aquário, só eu e a água, naquele mundo intocável e inatingível. Nadar em águas abertas, no mar pra ser mais exata, me traz a sensação mais plena que vida pode ofertar: paz, felicidade, gratidão!

No último fim de semana participei da travessia de 4km, da Correr e Nadar, em Itapema/SC. Estava no litoral para comemorar meu aniversário (12) e essa prova não podia ter caído em melhor data! Itapema por si só já me traz lembranças incríveis pois passei verões memoráveis por lá e matar saudades dessa praia após tantos anos foi um presente e tanto!

ITAPEMA/SC

www.portalcamboriu.com

Canto da Praia

Pra quem não conhece, Itapema fica a 15km de Balneário Camboriú, com acesso via BR 101. Limita-se também com Porto Belo e junto com Bombinhas faz parte da "Costa Esmeralda" do litoral catarinense.

O município se divide nas praias: Canto da Praia, Central e Meia-Praia (onde está o agito maior). A travessia foi no Canto da Praia, local de águas calmas, limpas e de temperatura agradabilíssima para a época. 



A TRAVESSIA

Travessia, independente da distância, pede respeito. Quando você cai no mar, você está adentrando um ambiente que não é o seu, como se fosse a casa de alguém na qual você é visita. Dessa forma, respeito e cuidado é essencial para sermos bem recebidos. 

Foto: Correr e Nadar
O dia amanheceu agradável, levemente encoberto e sem vento. Mar limpo e liso, com poucas correntes. A prova era marcada por ser um "desafio" haja vista o tipo de percurso, a dificuldade na orientação e a estratégia de prova a ser tomada.

Percurso da prova - Foto Correr e Nadar
 Pra mim, ótimo! As melhores provas são essas: sem muitos caiaques em volta, sem muitas bóias pra se soltarem ou virarem em cima de você, sem barcos acelerando aquele cheiro de combustível, enfim, sem"extras" que mais atrapalham do que ajudam (a mim, pelo menos). Acredito que o "barato" de provas outdoors seja esse: estar ao máximo em contato com a natureza e saber se virar nela. 

Foi a primeira vez que participei de uma prova da Correr e Nadar e gostei muito. Bem estruturada e organizada, entrega de kit ágil, bóias bem colocadas e afixadas - e o que me chamou a atenção: com a corda voltada para o lado onde NÃO passavam os nadadores!! Isso é um detalhe que ajuda muito. Não há nada pior do que passar por uma bóia e se enroscar nas cordas ou ainda a boia estar murcha e com o vento, deitar sobre você. Não vou nem comentar sobre provas que não afixam as bóias e elas seguem junto com os nadadores (ainda bem que não foi o caso, UFA!).


kit - arquivo pessoal

O kit também foi bem bacana: camiseta da prova em dry fit, touca personalizada, chip e numeração em adesivo. Aferição de resultados em tempo hábil e premiação rápida, sem delongas (que vamos combinar: torna qualquer prova absurdamente cansativa!). Na chegada dos nadadores havia uma farta mesa com frutas frescas, suco e água gelada. 



Arquivo pessoal
E pra coroar esse dia maravilhoso, conquistei o 2.º lugar geral da prova de 4km. Fiquei feliz com o desempenho e mais ainda, em ver que todos os treinos planejados pelo meu treinador, San Palma - Carla Moreno Team, estão tendo resultados. Não é fácil e nunca será. Quem me acompanha pelo Snapchat e pelo Instagram (@vividombrowski), sabe que a maioria das fotos e videos são sobre os treinos de natação. 

São 5x a 6x na semana imersa no cloro, na maioria das vezes sozinha no clube, esperando o horário de abrir e em, outras, nadando até fechar. Natal, Ano Novo, Carnaval...não teve folga. Frio, garoa, piscina aberta e gelada...teve de tudo. Teve infinitos azulejos contados, teve dor, cansaço, fome, alergia, dor de novo, cansaço mais uma vez. Mas como eu sempre digo, depois que o objetivo é alcançado, a gente nem lembra das pelejas!

E sempre conciliando com os treinos de corrida, ciclismo e com a vida pessoal e profissional (porque empreendedor não tem férias nem feriado - Ah, falando em empreendedorismo: pra quem ainda não acompanha, segue lá: @vivitri_handmade no IG e Vivitri Handmade Fan Page). 

Sem dúvidas, uma excelente prova que abriu muito bem a temporada 2016. E feliz por conhecer mais um circuito e organização pra quem gosta de se colocar a prova e testar seus treinos e limites, sempre com segurança. Parabéns Edgar França, da Correr e Nadar, pela organização. Ah, e pra quem curte SUP, a Correr e Nadar também organiza as provas/desafios pra vocês! No domingo pude assistir a prova de SUP em Itapema e me amarrei! Só não fui porque não tinha a prancha! hahaha (mentira, não passaria de 200m porque não tenho treinado!! hahaha). 

Gratidão ao coach San Palma pela dedicação integral aos seus atletas, pelos treinos inteligentes, por ouvir, acudir, ajudar e tornar nossos sonhos possíveis. Sem dúvidas, esse troféu é seu também! Amiguinhos e amiguinhas, que me acompanham por aqui, Facebook, Instagram, Snapchat e pessoalmente: gratidão! O carinho e comentários de vocês fazem a diferença! E, acima de tudo, gratidão a Deus pelas oportunidades abençoadas que tenho no meu caminho! 


Até a próxima, bons treinos e boa contagem de azulejos!






10 de fev. de 2016

Quebrei no treino! E aí?

Quando estamos treinando para uma prova específica, é normal que nossas cobranças pessoais aumentem também, afinal há tantos fatores envolvidos na preparação (tempo, família, amigos, treinador, situação financeira, empenho pessoal, abdicações) que queremos que tudo saia da melhor maneira possível. Se estivermos falando de uma prova longa ou difícil, como um Ironman, a pressão aumenta. Se for no exterior, então...

Esses dias, uma amiga comentou comigo que havia "quebrado" em um pedal de 120km, pois havia sobrado e terminado um pouco antes de fechar o treino. Sem dúvidas, quando acreditamos estar treinando bem e algo assim acontece é uma "ducha geladona" , como ela mesma definiu. Ficamos chateados e a confiança abala... Hmmm, mas será que tem que abalar mesmo???

Quando isso não se torna algo comum, repetitivo nos treinos (porque se tornar típico, há algo errado e que precisa ser investigado!!), pode se tornar um bom aliado para nosso psicológico. Situações pontuais que fogem daquela fase "redondinha" de treinos, só tem a nos agregar e ensinar. Quando um fato ruim acontece durante um treino, mexe com seu psicológico, que está ali naquela zona de conforto da confiança. O atleta está lá, curtindo as médias altas, pace baixo, FC controlada, ou seja, pra ele está tranquilo, está favorável. De repente...páh! Essa zona da confiança sofre um impacto e o atleta tem que saber como lidar rapidamente para controlar essa situação, sob pena de comprometer todo um trabalho conquistado até então. 

www.g1.globo.com

Comparando, imagine que você está confortavelmente sentando a mesa, fazendo uma refeição, e o cano da pia da cozinha estoura! Você tem que agir rapidamente ou o aguaceiro irá danificar toda a cozinha (quiçá a casa), além do desperdício de água. E depois, de resolvido, você sente mais capaz porque agiu rápido para conter o incidente. 



bicycleslovegirls.tumbrl.com


E assim acontece quando algo ruim acontece nos nossos treinos: eles nos fortalecem porque temos que agir rapidamente para saná-los. Assim, se acontecer na prova, você já saberá como lidar e isso não afetará seu desempenho na competição, pois já vivenciou nos treinos. Idem em uma corrida, se um longão não fechou a km total, um treino de tiro não saiu "pra morte", o ritmado virou regenerativo, reconheça o que houve e aja para solucionar. 
Foi psicológico? Se sim, avalie o que o perturbou...stress, problemas pessoais, algo que aconteceu no local. 
Foi físico? Caso afirmativo, verifique o que aconteceu, faça os ajustes e, se necessário, e procure ajuda profissional. 

Ademais, se o corpo estiver cansado, vale a pena considerar um recovery sob pena de comprometer todos os treinos vindouros. Manter um feedback com seu treinador e informar a ele os altos e baixos é essencial para que a periodização seja bem feita e o atleta aproveite cada treino a seu favor. Insistir em algo que não está bom, nem sempre é persistência...Diminuir volume de treinos enquanto amigos e colegas estão se esguapelando nos tiroteios em pista não é fraqueza. Cada um tem seu biotipo, seus problemas, sua vida. Por isso, confiança no seu treinador e diálogo com ele são fundamentais para que ele possa conhece-lo e traçar a melhor periodização.

Sempre penso que o que for ruim, que aconteça no treino e não na prova. Logo, o que resta é aprender para prevenir ou saber solucionar. E aí, quebrou? Legal! Experiência adquirida, mente fortalecida e auto-conhecimento aprofundado. 

Bons treinos e até a próxima!